Os trabalhadores de quatro hotéis do grupo Tivoli decidiram esta tarde, em plenário, fazer uma vigília e continuar amanhã com a greve iniciada quinta-feira por aumentos salariais, disse um sindicalista.
Os números da adesão à greve de hoje apresentam valores diferentes de acordo com as informações prestadas pela administração do grupo hoteleiro, que fala em onze por cento, e pelo sindicato dos trabalhadores, que contabiliza uma adesão de 90 por cento.
Os 400 funcionários dos hotéis concordam com o aumento salarial de 2,4 por cento, mas exigem uma garantia de aumento mínimo de 35 euros e não de 22 euros, como proposto pela administração.
A meio da tarde de hoje, os trabalhadores realizaram um plenário e no final foram recebidos pela administração que disse que "não é pelo meio da greve que se resolvem os problemas", referiu Rodolfo Caseiro, da direcção do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Sul.
No entanto, os funcionários decidiram manter "durante a noite de hoje um piquete porque a greve vai continuar durante o dia de amanhã", até serem novamente recebidos pela administração, afirmou Rodolfo Caseiro.
O dia de hoje começou com confrontos frente ao Hotel Tivoli Lisboa, levando a administração a chamar a polícia que compareceu com quatro carros patrulha e um carro da polícia de choque.
Um caso que também tem duas versões: o sindicato diz que os confrontos resultaram de tentativas de substituir funcionários por parte da administração e esta garante só ter chamado a polícia por se ter apercebido de que os grevistas estavam a impedir a entrada de trabalhadores que não queriam aderir ao protesto.
Dos 12 hotéis da rede do Grupo Espírito Santo Hotéis, apenas os trabalhadores do Tivoli Jardim, Tivoli Lisboa, Tivoli Sintra e Tivoli Palácio de Seteais estão em greve pela negociação da actualização salarial e revisão do Contrato Colectivo de Trabalho.


