Os trabalhadores da fábrica da General Motors (GM), na Azambuja, cumprem uma greve de 24 horas na sexta-feira para reivindicar uma actualização salarial igual para todos os trabalhadores, disse hoje o coordenador do Sindicato dos Metalúrgicos, Navalha Garcia.
"Aceitamos que o aumento salarial seja igual ao valor da inflação, como a empresa propõe, mas queremos que o montante seja distribuído de igual forma por todos os trabalhadores", explicou à Lusa o dirigente sindical.
A gerência da General Motors Portugal refere, em comunicado, que "os aumentos à massa salarial - ditos iguais para todos - estão fora da prática das empresas há muitos anos".
"A cobro de uma pretensa e falsa igualdade, este tipo de aumento é cego, beneficiando alguns e penalizando outros no que diz respeito ao poder de compra", sublinha a GM Portugal.
A GM lamenta que a fábrica da Opel, na Azambuja, seja a única na rede da GM Europa que ainda não alcançou um acordo social.
"Nesta fase em que se começam a traçar planos para um novo modelo, e em que se joga o futuro da nossa fábrica, estamos a dar à GM Europa o sinal contrário do que devíamos dar", salienta o comunicado.
Garcia adiantou que a questão salarial é a única que está em cima da mesa, visto os trabalhadores terem aceitado a flexibilidade do trabalho e a diferente programação das férias.
A GM propõe um aumento directamente ligado à inflação, incluindo o compromisso de ser realizada uma actualização com efeitos retroactivos no caso de o valor da inflação real registado no final do ano ser superior à previsão definida no acordo.


