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PT valoriza 6,65 por cento em bolsa

Telefónica sobe oferta pela Vivo em 650 milhões de euros

30.06.2010 - 08:52 Por Ana Brito

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Zeinal Bava Zeinal Bava (Enric Vives-Rubio)
O presidente da assembleia geral, Menezes Cordeiro reserva para hoje a decisão final sobre a autorização de voto da operadora espanhola

A Telefónica protagonizou um novo golpe de teatro e ontem à noite aumentou em 650 milhões de euros a sua oferta por metade da operadora brasileira Vivo, a poucas horas da assembleia geral (AG) da Portugal Telecom, em que os accionistas serão chamados a pronunciar-se sobre a oferta da operadora espanhola.

O valor da proposta da Telefónica subiu agora de 6,5 mil milhões de euros para 7,15 mil milhões de euros, de acordo com a informação prestada ontem à noite pela Portugal Telecom à Comissão de Mercados de Valores Mobiliários (CMVM). Confrontada com esta informação, a PT preferiu não comentar.

Há a expectativa de que esta possa vir a ser a assembleia geral mais concorrida de sempre, destronando eventualmente a reunião em que foi chumbada a OPA da Sonaecom e em que a representação accionista foi de 66 por cento. À hora do fecho desta edição, não havia ainda qualquer confirmação desse dado. Mas sites como o Negócios avançavam para a possibilidade de um quórum entre 75 a 80 por cento do capital da PT.

E é por isso que a decisão do presidente da mesa da AG, Menezes Cordeiro, sobre se a Telefónica deverá ou não exercer o seu direito de voto, poderá revelar-se determinante. Na segunda-feira o processo deu mais uma reviravolta quando a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) divulgou um projecto de decisão em que conclui que os direitos de voto dos oito por cento do capital da PT que a Telefónica vendeu através de contratos de equity swap [que podem permitir a recompra das acções] lhe continuam a ser imputáveis.

A manobra, que foi vista por vários analistas como uma forma da empresa espanhola contornar a expectável proibição de votar e granjear aliados na AG, ficou aparentemente condenada com a decisão da CMVM. Masa palavra final caberá a Menezes Cordeiro.

Mas se para os interesses espanhóis a decisão da CMVM foi um revés, para a PT está em causa o "cumprimento da lei." Zeinal Bava, que no início da semana tinha questionado se a venda das acções teria sido "uma venda efectiva" ou apenas "um esquema financeiro" para parqueá-las, congratulou-se ontem com a decisão, frisando que o supervisor "prestou um grande serviço aos mercados de capitais, por ter decidido de forma célere para que os accionistas saibam de antemão a sua posição."

À margem de uma conferência organizada pelo Diário Económico, o CEO da PT disse que a empresa acatará a decisão dos accionistas. "Vamos deixar os accionistas decidir e, seja qual for a sua decisão, vamos honrá-la e achamos que a Telefónica deve fazer o mesmo", afirmou o gestor.

Ao longo das semanas que durou esta disputa, houve vários momentos de tensão. Do lado espanhol não faltaram ameaças de OPA sobre a empresa portuguesa e de congelamento dos dividendos da Vivo. O CEO da PT falou em "traição", o presidente do conselho de administração, Henrique Granadeiro, disse que a Telefónica, parceira de 13 anos, devia ter tentado um entendimento antes de partir para uma ofensiva hostil.

O núcleo duro de accionistas nacionais da PT (BES, Caixa, Ongoing, Visabeira e Controlinveste), que representam cerca de 26 por cento do capital, já garantiu que vai chumbar a oferta. Mas será suficiente? Falta saber o que pretendem os investidores internacionais. E a própria PT reconhece que mais ninguém poderá dar um valor tão elevado pela Vivo, porque só a Telefónica poderá retirar da integração desta operadora móvel com a sua operadora fixa Telesp as sinergias milionárias de 2,8 mil milhões, segundo as contas da operadora espanhola, mas que serão quatro milhões, segundo a PT.

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Sr Editor de O Público

Sr Editor de O Público: continuo sem ler uma palavra sobre o que analistas financeiros dizem ...

Tiago

30.06.2010 10:10

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