TAP encaixa 1,5 milhões de euros com venda da Air Macau

28.04.2010 - 13:17 Por Raquel Almeida Correia
A SEAP, consórcio do qual fazem parte a TAP e o BNU, vendeu a participação de 0,1 por cento que detinha na transportadora aérea, cujos prejuízos ultrapassaram os 38 milhões de euros, em 2008.
A TAP abandonou, definitivamente, a participada Air Macau, tal como já tinha ameaçado fazer, no passado, face à situação deficitária da empresa. O negócio rendeu 1,5 milhões de euros à transportadora nacional.
A companhia de aviação nacional detinha ainda 0,1 por cento do capital, via SEAP, o consórcio que integrava também o Banco Nacional Ultramarino (BNU), tendo alienado a participação ao accionista maioritário, a Air China.
A TAP já tinha ameaçado sair da empresa, face às sucessivas perdas, que, em 2008, chegaram a ultrapassar o total de capital social, de 400 milhões de patacas (38 milhões de euros, ao câmbio actual).
Contactada pelo PÚBLICO, a transportadora aérea afirmou que a Air Macau "deixou de ser um activo estratégico. Só o foi enquanto a TAP voava para o país".
A venda foi concretizada esta semana, depois de, em Dezembro do ano passado, a SEAP (detida em 75 por cento pela TAP) ter visto a sua participação na Air Macau ficar reduzida de 20 para 0,1 por cento, por ter decidido não acompanhar o plano de reestruturação financeiro da participada, ao contrário dos outros accionistas.
A Air China, por exemplo, optou por injectar 158,7 milhões de patacas (cerca de 13,22 milhões de euros) na Air Macau, elevando a sua participação de 51 para 80,86 por cento.
A alienação rendeu dois milhões de euros, sendo que a TAP arrecadou 75 por cento desse montante (1,5 milhões de euros), em função do peso que tem actualmente no consórcio.
A Air Macau foi criada em 1995, quando o território ainda era administrado por Portugal, e, em 2009, terá conseguido reduzir os prejuízos para metade, estando mesmo a "dar lucro desde Agosto" do ano passado, de acordo com o director executivo da empresa, Zhao Xiaohang.
Notícia actualizada às 15h51

