A Sonae vai fazer parcerias com cadeias hoteleiras para a construção e exploração dos cinco hotéis no "resort" turístico de Tróia, cujo novo contrato de investimento foi hoje assinado, revelou o presidente do grupo.
Para Belmiro de Azevedo, que falava na cerimónia de assinatura do novo contrato, a parceria para os hotéis - à semelhança da que foi feita com o grupo Amorim para o casino do "resort" - é uma forma de oferecer melhores serviços e garantir fontes de financiamento e "máxima rapidez" na concretização do projecto.
O projecto de Tróia, que representa um investimento de 300 milhões de euros da Sonae e dos seus parceiros, deverá nascer até final do próximo ano, com cinco novos hotéis, dois dos quais de cinco estrelas. Além das unidades hoteleiras, a Sonae compromete-se a desenvolver uma marina, um parque de recreio aquático, um centro desportivo e um centro equestre.
O presidente da Sonae anunciou ainda que a implosão das duas torres actualmente existentes em Tróia terá lugar a 8 de Setembro deste ano.
O grupo Sonae assume que Tróia é "apenas o primeiro de uma série de projectos", uma "plataforma" de desenvolvimento no sector, tal como os hipermercados e as madeiras o foram nos negócios de distribuição e indústria do grupo, respectivamente.
Na sua intervenção, o presidente do grupo defendeu as potencialidades do turismo português, gerador de "investimento exigente" que estimula "rapidamente" o crescimento da economia e a criação de emprego.
Na mesma linha, o ministro da Economia, Manuel Pinho, realçou a importância do projecto de Tróia por "chegar na altura certa" e contribuir para a criação do "cluster" do turismo em Portugal. "Não podemos ficar de braços cruzados à espera que se resolvam os problemas das finanças públicas, temos de avançar", afirmou o ministro após a assinatura do novo contrato de investimento.
Tróia é "o primeiro de grandes projectos de investimento que estão na calha" no sector do Turismo, adiantou, alguns dos quais incluídos nos Projectos de Potencial Interesse Nacional. Estes projectos, defendeu, devem contribuir para "orientar o turismo para o segmento de maior valor acrescentado, e permitir atrair turistas dos países mais ricos da Europa".


