O primeiro-ministro, José Sócrates, reiterou hoje na abertura do debate quinzenal que a antecipação para este ano de algumas medidas do Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC) “reforça as garantias de que seremos capazes de alcançar, e porventura até ultrapassar, a meta de redução do défice fixada já para este ano. O Governo prevê reduzir já em 2010 o défice para os 8,3 por cento do Produto Interno Bruto (PIB).
De acordo com José Sócrates, deram já entrada na Assembleia da República as propostas lei do Governo para antecipar para este ano a tributação de mais-valias bolsistas e a introdução do escalão de 45 por cento no IRS para os rendimentos superiores a 150 mil euros.
A partir de 1 de Julho, inicia-se também a cobrança de portagens em três SCUT.
Do lado da despesa, “está em curso o programa de fiscalização e combate à fraude nas prestações sociais, bem como a auditoria para prevenir abusos no rendimento social de inserção”, disse o primeiro-ministro.
Entretanto, o Governo também já apresentou, em concertação social, uma proposta para alterar o regime do subsídio de desemprego que, segundo José Sócrates, se destina a “corrigir algumas irracionalidades e estimular o regresso ao mercado de trabalho”.
Será ainda apresentado “em breve” a nova lei da condição de recursos, que passará a regular, com maior coerência e sentido de equidade, os critérios de acesso às prestações sociais não contributivas, para que beneficiem quem efectivamente delas mais necessita”.
O primeiro-ministro voltou hoje a reforçar que “aquilo a que assistimos nos mercados financeiros é a um ataque especulativo ao euro – ao euro no seu conjunto e à dívida pública soberana de diversos países”.


