O Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado pediu ao ministro das Finanças que suspenda o aumento dos custos com a saúde para os funcionários públicos, para que as alterações possam ser negociadas.
O presidente do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado, Bettencourt Picanço, disse à Lusa que foi enviada ontem "uma carta ao ministro das Finanças para que suspenda a aplicação da nova tabela", que entrou em vigo no dia 1 deste mês.
Bettencourt Picanço apoia-se na lei para dizer que a revisão da tabela "deve ser objecto de negociação" com os trabalhadores, "que descontam um por cento das suas remunerações para a Adse [Direcção-Geral de Protecção Social aos Funcionários e Agentes da Administração Pública]".
O sindicalista adiantou que a decisão de rever a tabela da Adse foi unilateral, apenas por vontade do Governo, e sem qualquer justificação. Bettencourt Picanço explicou que "não houve alteração dos valores a cobrar pelos prestadores de serviços", o Governo é que decidiu comparticipar menos, nomeadamente em análises e exames médicos.
Para o dirigente sindical, as alterações na tabela são desproporcionadas e traduzem aumentos entre os 11 e os quatro mil por cento.
O "Diário de Notícias" de hoje avança que uma análise de imunologia como a cariótipo alta resolução em fibroblastos passou de 37 cêntimos para os 15,51 euros, reflectindo um aumento de 4092 por cento.


