Penafiel

Setenta trabalhadores de férias despedidos por carta

31.08.2010 - 19:42 Por Lusa

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“Há famílias que dependem deste trabalho”, diz a operária Fátima Vieira “Há famílias que dependem deste trabalho”, diz a operária Fátima Vieira (Foto: Adriano Miranda/arquivo)
Setenta funcionários de uma empresa de confecções de Penafiel, a maioria mulheres, que ainda gozam o período de férias, foram despedidos numa carta que receberam do proprietário da fábrica, disse hoje à Lusa a operária Fátima Vieira.

“Imaginávamos que a empresa estava com dificuldades, mas não esperávamos esta notícia, porque houve sempre trabalho. Até fazíamos horas extraordinárias”, afirmou a funcionária da empresa Nelbruvest, de Paço de Sousa, Penafiel, acrescentando que a carta que os funcionários receberam vinha acompanhada da documentação para o subsídio de desemprego.

“Estamos muito preocupadas, porque há famílias que dependem deste trabalho e já não têm dinheiro para pagar a renda de casa”, contou Fátima Vieira, acrescentando que a empresa não pagou os meses de Julho e Agosto, que se juntam aos subsídios de férias e de Natal do ano passado.

Cada funcionário, calcula a operária, é credor da empresa em cerca de 2200 euros. Desde Agosto do ano passado, a empresa já estava a pagar os vencimentos com dificuldade.

Máquinas retiradas da fábrica

No dia 13 de Agosto último, a empresa encerrou para férias, mas no dia seguinte, explica Fátima Vieira, as operárias foram alertadas por vizinhos para a retirada de máquinas da fábrica.

As trabalhadoras dirigiram-se às instalações e perguntaram ao proprietário se este confirmava que estavam a retirar as máquinas, tendo este, segundo a mesma funcionária, desmentido a situação e garantido que a empresa reabriria a 6 de Setembro, como estava previsto.

No entanto, alguns dias depois, as funcionárias começaram a receber as cartas de despedimento, assinadas pelo empresário. Neste documento, “o patrão justificava o despedimento com dificuldades financeiras e a desconsideração manifestada pelos funcionários”, revela.

“Nós não fizemos nada. Só queríamos saber o que estava a acontecer”, observou aquela operária, garantindo que, conjuntamente com as colegas, vai recorrer ao tribunal para exigir os seus direitos. A Lusa não conseguiu contactar o empresário, porque este estará ausente no estrangeiro e a empresa mantém-se encerrada.

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Tao credulos e tao mansos

Eu acho fantastico que pessoas que ainda em novembro correram a votar no governo que as levou a ...

Evil Donner

31.08.2010 19:59

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