O Reino Unido vai acolher no próximo dia 1 de Novembro uma conferência que irá estabelecer o diálogo entre os países industrializados e as nações emergentes sobre o tema do aquecimento global, anunciou hoje o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, na Cimeira do G8, a decorrer em Gleneagles, na Escócia.
"Chegámos a um acordo sobre um plano de acção [sobre o clima] que vai lançar um novo diálogo entre os países do G8 e as economias emergentes, a fim de tentar reverter as emissões de gases poluentes para atmosfera que provocam o efeito de estufa", acrescentou Blair.
Num projecto de comunicado final que deverá ser publicado na tarde de hoje em Gleneagles, na Escócia, os membros do G8 - Estados Unidos, Alemanha, Canadá, França, Japão, Itália, Reino Unido e Rússia - afirmam que "as alterações climáticas constituem um desafio grave e a longo prazo susceptível de afectar todo o globo".
Depois de sublinhar o papel das energias fósseis e de "outras actividades humanas" no "aumento dos gases com efeito de estufa ligados ao aquecimento da superfície da Terra", o texto sublinha a necessidade de agir.
"Embora subsistam incertezas na nossa compreensão da ciência do clima, sabemos o suficiente para agir agora de modo a começar a diminuir e, tanto quanto a ciência o justificar, travar e inverter o aumento dos gases com efeito de estufa", afirmam.
Por concessão norte-americana, a declaração menciona no final do texto o Protocolo de Quioto, que impõe reduções de gases com efeito de estufa aos países industrializados até 2012, mas que os Estados Unidos, ao contrário dos seus parceiros do G8, se recusam a ratificar.
"Os que entre nós ratificaram o Protocolo de Quioto congratulam-se com a sua entrada em vigor [em Fevereiro passado] e irão trabalhar para garantir o seu êxito", refere o comunicado.


