A Bolsa de Lisboa abriu hoje com o PSI 20 a cair 1,09 por cento, depois de ontem ter encerrado com uma queda de quase cinco por cento, que foi a maior desde a falência do Lehman Brothers, em Setembro de 2008.
No que respeita às construtoras e à banca, que ontem foram muito penalizadas, a Teixeira Duarte continuava a ser fortemente penalizada, com a cotação das suas acções a descer 4,0 por cento às 8h05 (depois de terem perdido 9% ontem), mas as acções da Mota perdiam apenas 0,39 por cento (6,8 por cento ontem). Àquela hora, o PSI 20 tinha apenas dois títulos positivos.
As perdas dos títulos da banca também eram bastante mais reduzidas do que ontem: o BPI perdia 3,19 por cento, depois de ontem ter recuado 7,2 por cento, enquanto o BCP perdia 2,23 por cento (7,4% ontem) e o BES apenas 1,32 por cento (5,0% ontem).
A queda de ontem da bolsa nacional (4,98%), superada apenas por Madrid, explica-se pelo receio dos investidores face ao estado das contas públicas e às perspectivas para a economia dos dois países, o que penalizou também fortemente os juros que os investidores exigem para financiar o Estado português.


