PSD só anunciará sentido de voto na véspera da votação do Orçamento

27.10.2010 - 20:11 Por Nuno Simas
Seis dias. Seis dias é quanto o PSD ainda vai esperar para o Governo reconsiderar e aceitar as “propostas realistas e construtivas” do partido para viabilizar o Orçamento do Estado de 2011 através da abstenção.
O apelo foi feito ontem pelo secretário-geral e porta-voz do PSD, Miguel Relvas, no final de um dia em que falharam as negociações entre o Governo e o PSD, no Parlamento.
Numa declaração sem perguntas dos jornalistas, na sede do partido, em Lisboa, Relvas afirmou que “face à gravidade excepcional da situação” de Portugal, a direcção de Pedro Passos Coelho optu por “aguardar até à véspera da votação na generalidade da proposta de Orçamento”. Ou seja, até à próxima terça-feira. Depois, será a Comissão Permanente, o órgão mais restrito da direcção do partido, a decidir e anunciar o sentido de voto.
A abstenção é um dos cenários em cima da mesa, mas ontem nada foi antecipado. Em pouco mais de cinco minutos, o porta-voz social-democrata atacou a intransigência do Governo durante as negociações, que decorreram desde sábado, no Parlamento.
Eduardo Catroga, ex-ministro das Finanças e negociador do PSD nas conversações que hoje fracassaram, defendeu indirectamente a viabilização da proposta de Orçamento, ao dizer que “um orçamento deveria sempre passar na generalidade”, dado que o importante é o debate na especialidade.
Notícia actualizada às 20h44

