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Comunicado

PSD anuncia oficialmente abstenção na votação de "mau orçamento"

30.10.2010 - 18:43 Por PÚBLICO

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Pedro Passos Coelho e José Sócrates Pedro Passos Coelho e José Sócrates (Foto: Pedro Cunha)
O PSD anunciou hoje, em comunicado, que vai abster-se na votação do Orçamento do Estado para 2011 depois de ter chegado a acordo com o Governo, anunciado oficialmente esta manhã por Eduardo Catroga e pelo ministro das Finanças, Teixeira dos Santos.

No comunicado lê-se que "o PSD abster-se-á na votação do orçamento para 2011 possibilitando assim a viabilização deste documento apresentado pelo Governo e evitando assim um mal maior para Portugal".

A comissão permanente do PSD refere ainda que, "apesar de, com o entendimento agora alcançado, se ter minorado as consequências mais negativas deste mau Orçamento, ele continua a ser da exclusiva responsabilidade do Governo, bem como obviamente a sua execução".

Para o partido liderado por Pedro Passos Coelho, os portugueses julgarão no momento adequado "o que conduziu à necessidade de apresentação de um Orçamento como aquele que o Governo apresentou, bem como as consequências da sua execução e dos que o antecederam, sob a égide da governação do Partido Socialista e do primeiro-ministro José Sócrates".

A "primeira palavra" do texto da comissão permanente do PSD vai para Eduardo Catroga e para sua equipa, "pelo excelente trabalho em prol dos Portugueses e aos quais presta público testemunho da sua gratidão".

Depois, acrescenta que a equipa liderada por Catroga "foi mandatada para conseguir, entre outros", os seguintes objectivos: "Diminuir a carga fiscal desnecessária para não agravar ainda mais a vida dos Portugueses e das empresas e, assim, atenuar os efeitos recessivos sobre a Economia, sem colocar em causa o objectivo fixado pelo Governo de 4,6% do PIB para o défice de 2011; desonerar os exercícios orçamentais futuros de encargos pouco realistas resultantes das grandes obras públicas e de projectos suportados por parcerias público-privadas, apontando para a necessidade de proceder à sua reavaliação, seguindo uma análise custo-benefício".

Aponta também o contributo "para uma maior credibilidade e transparência das políticas orçamentais, nomeadamente apontando para a criação de uma entidade independente para monitorização das Contas Públicas".

"Reforçar o compromisso de redução estrutural da despesa corrente primária, de modo a conferir sustentabilidade ao processo de redução do défice para os anos futuros, e dar sinal da adopção de medidas que estimulem o emprego e a competitividade externa das empresas" é outro dos objectivos.

Por fim, a comissão permanente salienta "a importância da adopção de reformas estruturais sem as quais não é possível aumentar o potencial de crescimento da economia nem alcançar uma maior justiça social".

"É hoje claro que, no essencial, estes objectivos estão vertidos no documento que contém o entendimento encontrado pelas delegações, pelo que o PSD se mostra satisfeito pelo resultado final a que foi possível chegar até ao final do dia de ontem, sexta-feira 29 de Outubro", acrescenta o comunicado.

O PSD sublinha ainda que, "de acordo com os dados que finalmente o Governo apresentou sobre a evolução das contas públicas, foi possível constatar que a derrapagem orçamental da responsabilidade do actual Executivo no ano 2010 é bastante mais grave do que aquilo que tem sido afirmado". Por isso, diz o partido, "a margem para minorar as medidas fiscais de impacto mais negativo se apresentava bastante curta, obrigando a que o PSD, como partido responsável que é, não pudesse ir mais longe na procura de soluções que, nomeadamente no tocante ao IVA e à TSU, permitisse minorar mais a sobrecarga fiscal".

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Comentário + votado

A DECISÃO DO PSD

Acho o procedimento do Dr.Passos Coelho muito positivo. Lutou quase só, contra os barões ...

matita

31.10.2010 14:44

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