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Computadores

Prazo para apresentação de propostas no concurso dos "novos" Magalhães prorrogado até dia 9

23.02.2010 - 17:03 Por Lusa

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O Ministério da Educação prorrogou até 9 de Março o prazo para entrega de propostas no concurso público internacional para fornecimento de 250 mil novos computadores portáteis do programa e-escolinhas, que hoje terminava.

Segundo adiantou à agência Lusa fonte do ministério, "a decisão de prorrogação do prazo [cujo anúncio foi publicado segunda-feira em Diário da República] decorre dos pedidos de esclarecimento e das dúvidas levantadas pelos concorrentes".

Lançado no início de Janeiro, o concurso prevê a fornecimento e garantia técnica, por três anos, de 250.000 computadores portáteis para os alunos do 1.º ciclo do ensino básico, num investimento de 50 milhões de euros por parte do Governo, 45 milhões dos quais financiados pelo Orçamento do Estado.

Depois de empresas como a JP Sá Couto (que forneceu os 400 mil portáteis Magalhães da primeira fase do concurso), Acer, HP, Asus, Dell e Toshiba terem manifestado abertamente vontade em participar ou sido dadas como interessadas, a Toshiba acabou por recuar, por considerar insuficiente o investimento previsto pelo executivo.

Segundo noticiou segunda-feira o "Jornal de Negócios", a Toshiba "fez as contas" e "decidiu não participar no concurso", depois de apurar que, "caso ganhasse este contrato, as perdas poderiam chegar aos 15 milhões de euros".

"Qualquer fabricante que obedeça a todos os requisitos exigidos pode perder entre três e sete milhões de euros, dependente se ganha um ou os três lotes que, com o câmbio do dólar, poderiam muito bem chegar aos 15 milhões", disse ao jornal o director geral da Toshiba Portugal.

Contactada pela agência Lusa, fonte da JP Sá Couto afirmou que "só se vai pronunciar" sobre o concurso após 9 de Março, não tendo sido possível obter em tempo útil resposta por parte das restantes fabricantes dadas como interessadas no concurso.

Em Janeiro, a Acer e a HP confirmaram, contudo, à Lusa que iriam participar, com o director de marketing da HP a afirmar que a "intenção" da empresa "é apresentar-se a todos os concursos públicos para os quais tenha oferta no seu 'portfolio', como é o caso", e fonte da Acer a assumir o "interesse" em se "apresentar ao concurso".

A agência Lusa tentou, sem sucesso, saber junto do Ministério da Educação quantas propostas já recebeu para o concurso do e-escolinhas, cuja primeira fase gerou grande polémica depois de o fabrico dos cerca de 400 mil portáteis distribuídos ter sido atribuído sem concurso público à portuguesa JP Sá Couto.

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