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Eurobarómetro

Portugueses mantêm pessimismo na recuperação da economia contra tendência europeia

04.08.2011 - 13:35 Por Daniel Almeida

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79 por cento dos inquiridos defendem maior cooperação económica 79 por cento dos inquiridos defendem maior cooperação económica (Katarina Stoltz/Reuters)
Os resultados do Eurobarómetro da Primavera, hoje divulgados pela Comissão Europeia, indiciam que os cidadãos europeus estão mais "optimistas" em relação ao futuro da economia do “velho continente”. Portugal mantém-se como um dos países membros “pessimistas”.

43 por cento dos europeus consideram que o impacto da crise económica no mercado de trabalho “já atingiu o seu ponto mais alto”, segundo revela a Comissão Europeia em comunicado, com base no Eurobarómetro Standard da Primavera 2011, elaborado entre 6 e 26 de Maio.

Este valor representa um aumento de seis pontos percentuais face aos resultados homólogos do ano passado (37 por cento), e de 15 pontos percentuais em relação a 2009 (28 por cento). Representa ainda uma subida de um ponto adicional quando comparado a Outubro de 2010, o último período de referência divulgado pela autoridade europeia, dado que os inquéritos são bianuais (Primavera e Outono).

Os resultados revelam, no entanto, uma disparidade entre os países membros, levando a Comissão Europeia a distinguir entre “optimistas” e “pessimistas”.

Se países como a Dinamarca, a Estónia e a Áustria (onde mais de 60 por cento das pessoas têm uma opinião favorável) se enquadram na primeira categoria, “permanece um certo cepticismo nos países que se encontram ainda em recessão e que registam um desemprego crescente”, diz o comunicado.

É o caso de Portugal e da Grécia, onde, respectivamente, 80 e 78 por cento das pessoas negam que o efeito da crise sobre o mercado de trabalho tenha atingido já o ponto culminante.

Se no trimestre de Abril a Junho de 2009, 61 por cento dos europeus inquiridos considerava que o “pior ainda está para vir”, numa análise ao potencial futuro do impacto da crise sobre o mercado laboral, nos resultados da última Primavera este rácio caiu para 47 por cento.

Os cidadãos voltaram a considerar a União Europeia (com 22 por cento das opiniões) como a entidade mais eficaz, à frente dos governos nacionais (20 por cento), para dar resposta aos efeitos da crise económica.

Ainda assim, a maioria dos cidadãos inquiridos em Maio prefere a acção concertada entre os governos nacionais. Quase 8 em 10 europeus (ou 79 por cento) acredita que uma maior coordenação económica entre os países membros “seria eficaz para tentar resolver a situação económica”, diz o comunicado enviado às redacções pela Representação em Portugal da Comissão Europeia.

Para a Comissão Europeia os resultados globais são animadores. O último inquérito Eurobarómetro “confirma que a União Europeia está gradualmente a sair da crise. As pessoas acreditam com efeito que a UE adoptará medidas eficazes contra a crise e que a nossa economia se encontra em vias de recuperação”, disse Viviane Reding, Vice-Presidente da Comissão Europeia. A responsável deixou ainda uma nota de confiança: “se agirmos de forma responsável, a Europa tem boas hipóteses de sair da crise reforçada”.

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pessimista??????

troco a minha reforma de 274,78 euros , por uma desses otimistas

coerente

04.08.2011 21:53

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