Portas quer congelar TGV e propor rescisões por acordo no Estado

28.04.2010 - 13:14 Por Sofia Rodrigues
O líder do CDS-PP, Paulo Portas, quis hoje manifestar uma atitude de “patriotismo” numa “situação de ataque externo à divida pública portuguesa”. E explicou: “Não se trata de defender o Governo mas sim a nossa economia”. Sem querer alinhar em “comportamentos de pânico”, Portas deixou algumas propostas na área do combate ao endividamento e na redução da despesa.
Numa conferência de imprensa marcada para a mesma hora do encontro entre o líder do PSD, Pedro Passos Coelho, e o primeiro-ministro, José Sócrates, Paulo Portas não quis comentar a reunião, afirmando-se apenas disponível para fazer propostas. E em jeito de recomendação, aconselhou o Governo “com este grau de endividamento a congelar o projecto TGV”.
Portas alertou ainda para a possibilidade de o Governo pretender assumir a construção do novo aeroporto como uma obra totalmente pública sem realizar a privatização da ANA. “Isso significa necessidades de investimento muito elevadas e que aumentam o risco de endividamento”, disse Portas, acrescentando que o CDS vai pedir esclarecimentos sobre este assunto.
Do lado da despesa, Portas propôs como “necessário e urgente” reduzir a “subsidiação das empresas públicas” e “fazer a cativação de despesas do Governo com consultadorias”. O líder do CDS também defendeu ser possível na administração pública “fazer rescisões por mútuo acordo para trabalhadores até uma certa idade”.
Foram também propostas a introdução da unidose, uma auditoria global ao rendimento social de inserção e o combate à fraude no subsídio de desemprego.

