O PCP é favorável à redução do peso da burocracia no Estado, mas sustenta que as dificuldades no acesso dos cidadãos à Administração Pública devem-se mais à falta de pessoal do que ao excesso de "papéis".
"Espero para ver. Não há governo que não fale do combate à burocracia. O PCP não desvaloriza a desburocratização, mas o problema hoje não são os papéis, mas as horas de espera nos serviços por falta de pessoal", afirmou Agostinho Lopes, membro da comissão política do PCP.
O primeiro-ministro, José Sócrates, apresentou esta tarde o “Programa de Simplificação Administrativa e Legislativa – Simplex 2006”, um conjunto de 333 medidas para diminuir a burocracia estatal.
Para o PCP, "descontando o foguetório propagandístico", as medidas hoje divulgadas não resolvem os problemas do acesso dos cidadãos à Administração Pública e aos serviços do Estado, dando o exemplo da área da Saúde.
"É bom que se possa marcar uma consulta rapidamente, e hoje marcam-se consultas nos hospitais por telefone a partir do centro de saúde, mas o problema é a lista de espera que continua a aumentar", sublinhou
O dirigente comunista referia-se à possibilidade de marcação de consultas hospitalares, por via electrónica, a partir dos centros de saúde, uma das 333 medidas previstas no Simplex.
"Podem eliminar os papéis todos, mas se por falta de pessoal nos serviços, os utentes continuarem horas à espera de atendimento, continuam os problemas do acesso dos cidadãos aos serviços do Estado", sublinhou.


