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Passos nega qualquer interferência do Governo nas escolhas para órgãos da EDP

12.01.2012 - 18:26 Por Lusa

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Passos: “ninguém, mas ninguém, se poderia apresentar alegando o patrocínio do Governo para qualquer lugar” Passos: “ninguém, mas ninguém, se poderia apresentar alegando o patrocínio do Governo para qualquer lugar” ()
O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, negou nesta quinta-feira qualquer interferência directa ou indirecta do Governo nas recentes escolhas para os órgãos da EDP.

“Gostava de esclarecer, porque o não pude fazer pessoalmente ainda, que o Governo não interferiu nem directa nem indirectamente nas escolhas que os accionistas privados da EDP fizeram para o futuro Conselho Geral e de Supervisão ou para o Conselho de Administração”, afirmou Passos Coelho, durante uma conferência promovida pelo "Diário de Notícias", em Lisboa.

O primeiro-ministro acrescentou que fez saber ao novo accionista da EDP, a empresa chinesa Three Gorges, que “ninguém, mas ninguém, se poderia apresentar alegando o patrocínio do Governo para qualquer lugar”.

O antigo ministro das Finanças Eduardo Catroga foi proposto para presidente do Conselho Geral e de Supervisão da EDP. Celeste Cardona, Paulo Teixeira Pinto e Ilídio de Pinho também fazem parte da lista das 23 pessoas propostas para integrarem esse órgão.

Pedro Passos Coelho, defendeu que tem sido coerente com a sua promessa de libertar o Estado do “amiguismo” e das “clientelas”, defendendo-se de críticas às nomeações feitas pelo Governo.

O primeiro-ministro assinalou que o Governo alterou a forma de selecção para os lugares superiores do Estado, impondo a realização de concursos públicos conduzidos por uma entidade independente.

“Tive ontem [quarta-feira] ocasião de fazer dirigir um convite a uma personalidade para justamente presidir a essa entidade independente. Espero que até ao final deste mês essa entidade possa estar constituída e que possam, portanto, começar a realizar-se os concursos”, adiantou.

Por outro lado, o primeiro-ministro referiu que o Governo PSD/CDS-PP extinguiu cerca de 1700 lugares dirigentes na Administração Pública e reconduziu 80% dos dirigentes superiores. “O que significa, portanto, que nomeámos para cargos dirigentes superiores 20% dos cargos que permaneceram”.

Passos Coelho acrescentou que alguns dos que foram nomeados são “figuras importantes e conhecidas da história do PSD, alguns também da história do CDS-PP”, observando: “Julgo que não é crime ser militante de um partido. Tenho muito orgulho em que o doutor Pedro Santana Lopes, por exemplo, que foi primeiro-ministro, tivesse aceitado ser provedor da Santa Casa da Misericórdia”.

Notícia actualizada às 20h

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Que coincidência

Donde será que os chineses das 3 Gargantas conheceriam os cartrogas deste país?Mas o senhor quer ...

Isabel R.Estrela

13.01.2012 11:14

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