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PSD

Passos Coelho evita comentar eventual aumento de impostos

30.04.2010 - 15:35 Por Lusa

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O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, evitou hoje comentar um eventual aumento de impostos, respondendo que não vale a pena antecipar mais medidas para além das propostas pelo Governo.

No final de um encontro com economistas e gestores, num hotel de Lisboa, Pedro Passos Coelho foi questionado se admite um futuro aumento de impostos, possibilidade que, segundo a interpretação de alguma comunicação social, o ministro das Finanças não teria excluído. "Eu não ouvi o senhor ministro das Finanças dizer que ia subir os impostos", contrapôs o presidente do PSD.

"Nós estamos disponíveis para cooperar com o Governo para todas as medidas que possam ser necessárias para garantir que o défice público será inferior a três por cento", acrescentou. Pedro Passos Coelho argumentou que "não faz sentido, nesta altura, estar a antecipar mais medidas do que aquelas que o próprio Governo entende que são necessárias no curto prazo para responder à situação".

"Se outras medidas vierem a ser necessárias, nós iremos ponderá-las com o Governo. Nós não assinamos de cruz, como o Governo, cegamente, qualquer medida. E era importante que os portugueses e mercados também percebessem que nós não estaremos disponíveis, nem o próprio Governo, para qualquer medida sem reflexão", concluiu. Questionado depois se entende que pode justificar-se a subida do IVA, Passos Coelho respondeu: "Devemos ver com muita atenção a evolução dos próximos dias do que se está a passar ao nível do euro e da Europa. Nós não excluímos, eu não excluo a possibilidade de termos de adoptar outras medidas".

Para o PSD, as medidas "mais importantes são aquelas que possam ter um efeito estrutural" e a prioridade é "baixar a despesa estrutural" do Estado, assinalou, no entanto. "E eu espero que o Governo também seja sensível a isso e que, no diálogo que vamos manter para garantir que o défice público vai ser menor, que o Governo esteja disponível para outras medidas que tenham este efeito estrutural", disse, referindo que "o PSD está a trabalhar num conjunto de iniciativas e de propostas que apresentará ao Governo".

A substituição dos subsídios de férias e de Natal por certificados de aforro é uma medida que o presidente do PSD disse que não foi proposta pelo Governo e que não sabe se será ou não necessária: "Temos um problema de poupança e precisamos de criar incentivos para aumentar a poupança. Não sei, nesta altura, se seremos obrigados ou não a impor uma poupança forçada. Estamos disponíveis para discutir com o Governo todas as medidas. Não sei se essa será necessária".

A cooperação do Governo para a redução do défice para menos de três por cento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2013 "é um compromisso de honra" e "as decisões que têm impacto directo sobre a redução do défice terão toda a cooperação do PSD", reiterou. Contudo, isso não corresponde a nenhum "entendimento estrutural sobre a economia para o médio e longo prazo com o Governo" nem a nenhum "entendimento de governo com o PS", acrescentou, a propósito da divergência entre ambos quanto às obras públicas.

"Isso, de resto, não seria possível. O que estamos a fazer é garantir condições para que estabilidade financeira exista em Portugal no que respeita à diminuição do défice. Mas nós não temos um entendimento de Governo com o PS, não estamos a anunciar um Governo com o PS. O PS ganhou as últimas eleições e é ao PS que compete governar", reforçou.

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