CDS, o BE e o PCP defendem que não há razões para crise política

Oposição reage a dramatização do Governo

04.02.2010 - 19:59 Por Sofia Rodrigues

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O CDS, pela voz de Paulo Portas, questionou “o sentido de responsabilidade” do primeiro-ministro se se lembrasse de “criar uma crise o que diria as agências de rating ou os mercados internacionais”, depois do “Orçamento Rectificativo aprovado, o Orçamento de Estado viabilizado”.

Sublinhando que “o país não está em condições de uma crise política”, Portas apontou a incoerência do primeiro-ministro. “Como é que pode pedir um endividamento nacional de 17 mil milhões de euros e depois inventa uma crise por 50 milhões que é metade dos empréstimos concedidos pelo Governo de Sócrates no ano passado?”, questionou o líder centrista no Parlamento. Portas também rejeita que lhe sejam imputadas responsabilidades por contribuir para aprovar as alterações à lei, depois de o CDS “ter procurado pontes”.

Na mesma linha, o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, enjeita responsabilidades numa eventual crise política e critica o comportamento do PS em todo o processo. “Não arredou um milímetro, não apresentou uma única proposta serve-se disto como uma questão nacional quando os problemas nacionais são muito mais profundos”, disse.

Para Jerónimo de Sousa, há uma “dramatização insustentável” por parte do Governo. Mas num cenário de eventual demissão o líder comunista não aceita a justificação da Lei das Finanças Regionais. “O Governo decidirá mas que encontre outro motivo. Se lerem as propostas e ouvirem as declarações do ministro [Silva Pereira] verão que o Governo está a enganar os portugueses”.

A falta de justificação de Sócrates para uma crise política foi também apontada pelo líder do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã. “Se não aceita soluções, não aceita o mandato dos portugueses e se não aceitar governar essa desistência é inaceitável num momento de crise”, criticou Louçã, lembrando que esta alteração à Lei das Finanças Regionais representa um milésimo nas contas públicas. Para o líder bloquista a dramatização do Governo está já a ter outras consequências: “Ao criar esta crise artificial está a provocar o empobrecimento da economia portuguesa”.

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resumindo

O forte dos socialistas é meter o país no pântano e depois fugir a 7 pés, ...

Marco Almeida

04.02.2010 22:16