Os agricultores prosseguiram hoje, em Montemor-o-Velho, as manifestações regionais de protesto para exigir ao Governo o pagamento dos contratos relativos às medidas agro-ambientais respeitantes a 2005.
Os organizadores da manifestação voltaram a apontar baterias para o ministro da Agricultura, Jaime Silva, que dizem não ter cumprido a promessa de pagar as ajudas agro-ambientais de anos anteriores.
À mesma hora, em Arazede, também no concelho de Montemor-o-Velho, Jaime Silva presidia à cerimónia do lançamento da primeira pedra da Central Hortícola da Beira Litoral, uma unidade de transformação, embalagem e comércio de hortícolas que deverá começar a laborar em 2007.
"Um ministro que desonra o Estado e descredibiliza a União Europeia merece o quê?", perguntou Carlos Laranjeira, um dos organizadores do protesto e presidente da Associação de Agricultores do Vale do Mondego.
"O senhor ministro é um mentiroso. Disse que não gostava das medidas agro-ambientais e que as ia alterar e vem agora pedir para nos candidatarmos sem dizer quais são as alterações", afirmou o representante dos agricultores locais.
O ministro desvalorizou as queixas e motivações dos agricultores do Baixo Mondego, que se manifestavam a alguns quilómetros do local em que se encontrava.
Alegando que estes agricultores "estão mal informados", o ministro da Agricultura assegurou que vai pagar as subvenções relativas à electricidade "verde" em falta. Também as candidaturas às medidas agro-ambientais "aprovadas em anos anteriores vão ser pagas", acrescentou.


