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Governo diz que "sector é estratégico"

Ministro da Agricultura diz que país deve apostar nas "exportações de alimentos"

30.04.2010 - 18:08

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O ministro da Agricultura, António Serrano, defendeu hoje que Portugal deve promover as suas exportações de alimentos, área em que o país é "altamente deficitário", uma vez que o setor agrícola é "estratégico" para a economia nacional.

"A agricultura deve ser um sector estratégico nacional. É decisiva para promover as nossas exportações de alimentos e reduzir as importações", afirmou António Serrano. O ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas falava à margem da sessão de encerramento, a que presidiu, do seminário "O PRODER e a PAC pós 2013", realizado hoje na feira agropecuária Ovibeja.

O ministro da Agricultura realçou à Lusa ter-se tratado do "primeiro debate público aberto à sociedade civil" sobre o processo negocial em torno da Política Agrícola Comum (PAC) que vai vigorar na União Europeia (UE) após 2013.

Questionado sobre as preocupações do Governo nesta área, António Serrano lembrou que Portugal "consome mais alimentos" do que os que produz e que "é necessário garantir que a agricultura" portuguesa "tem condições para reforçar o papel estratégico que tem no país". "Consumimos mais produtos alimentares do que os que produzimos, pelo que temos de importar grande parte deles. Somos altamente deficitários", afirmou, argumentando que é necessário alterar esta situação.

A agricultura é um "sector fundamental para o desenvolvimento da Europa e do país. Deve continuar a garantir a função primária de produção de alimentos para a nossa população", frisou.

No seio da UE, afirmou, o Governo português vai defender a importância da agricultura "em todas as suas dimensões, de sustentabilidade económica, social e ambiental".

Tal como afirmou no dia de abertura da Ovibeja deste ano, na última quarta feira, o ministro voltou hoje a rejeitar uma "renacionalização" da PAC, porque tal significaria "um maior esforço de cada Estado membro" para o orçamento comunitário, com prejuízo para os países mais pobres.

A negociação da PAC pós 2013 vai ser um processo "complexo", uma vez que envolve 27 países, ao invés dos 15 da anterior reforma, realçou, mas Portugal vai "discutir abertamente esta matéria".

"Criámos um conjunto de dispositivos técnicos para promover uma discussão ampla. A negociação política ao nível de Bruxelas será no segundo semestre de 2011 e, por isso, temos até final do primeiro semestre do próximo ano para consolidar a nossa posição", afirmou.

Na próxima segunda feira, decorre em Lisboa a primeira reunião de um grupo de peritos constituído para apoiar "na discussão pública e na orientação política a defender em Bruxelas", adiantou, revelando ainda que vai ser criada uma comissão de aconselhamento nesta área, com representantes de várias entidades.

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Comentário + votado

Quais alimentos?

Aqueles que não produzimos para nós e temos que comprar lá fora? Primeiro destruiram ...

RR

30.04.2010 18:21

X

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