• Kiev, a porta de entrada da Ucrânia
  • Viagem ao mundo das amazonas em biquíni
  • Roupa interior para se usar no exterior

Manifestação nacional

Milhares chegam ao Terreiro do Paço contra a precariedade

11.02.2012 - 16:31 Por Carlos Pessoa, Pedro Crisóstomo

  • Votar 
  •  | 
  •  34 votos 
Manifestação partiu de quatro pré-concentrações Manifestação partiu de quatro pré-concentrações (Foto: Nuno Ferreira Santos)
A manifestação nacional da CGTP contras as medidas de austeridade arrancou esta tarde em Lisboa, em direcção ao Terreiro do Paço. Milhares que se concentraram ao início da tarde em quatro pontos da capital seguem em marcha para a praça que a Intersindical quer transformar hoje no “Terreiro do Povo”.

A abrir o desfile que atravessa a baixa lisboeta – na Rua do Ouro – um cartaz resume em letras gordas o motivo da manifestação: “Estamos em luta! Dizemos não ao desemprego e à precariedade”.

Na Praça do Comércio, a franja de pessoas que começou por se concentrar frente ao palco montado pela Intersindical foi engrossando à medida que chegam os manifestantes à concentração onde aguardam pelo discurso do secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos.

Ao longo do desfile, ouviram-se palavras de ordem contra o desemprego, “a exploração” e a privatização dos serviços públicos, denunciada em cartazes com a figura do Zé Povinho.

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, marcou presença na manifestação. À SIC Notícias, mostrou-se satisfeito com a adesão dos trabalhadores, falando numa demonstração de força contra o “caminho para o desastre” que diz ser as medidas acordadas com a troika.

“Há-de ser sempre o povo a defender a nossa soberania o nosso desenvolvimento, o nosso progresso e a nossa democracia”. Questionado sobre o resultado concreto da manifestação de hoje, Jerónimo de Sousa afirmou que ela pode ter um efeito de “irradiação da confiança” num momento de dificuldades.

Em entrevista ao PÚBLICO, o secretário-geral da CGTP mostrava-se esperançoso numa “das maiores manifestações de sempre”, por se tratar de uma acção de protesto que se segue à assinatura do acordo de concertação social e, afirmou Arménio Carlos, às declarações de Pedro Passos Coelho “a dizer que os portugueses são piegas” e a afirmar que o Memorando de Entendimento deve ser cumprido “custe o que custar”.

Estatísticas

  • 4356 leitores
  • 6 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1533299

Comentário + votado

Apoiado

(...)Ponto final a estes políticos insultuosos a um povo que trabalha. Rua com quem so sabe receber ...

Alfa

13.02.2012 11:29

X

Mais em Economia (8 de 8 artigos)

Carvalho da Silva sente-se “óptimo” na primeira manifestação liderada por Arménio Carlos