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Nome será oficializado, amanhã, na assembleia-geral da empresa

Luís Nazaré nomeado presidente dos CTT

30.05.2005 - 20:26

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Na reunião magna de amanhã, os accionistas irão também aprovar as contas de 2004 dos CTT Na reunião magna de amanhã, os accionistas irão também aprovar as contas de 2004 dos CTT (Paulo Pimenta/PÚBLICO)
O economista Luís Nazaré será nomeado como novo presidente dos CTT - Correios de Portugal na assembleia-geral da empresa, que terá lugar amanhã, afirmou à Lusa fonte governamental.

O ex-presidente da Anacom - Autoridade Nacional das Comunicações e actual membro do conselho consultivo da Portugal Telecom (PT) irá substituir Carlos Horta e Costa, cujo mandato terminou em Dezembro.

O vice-presidente da empresa será Pedro Coelho, que é actualmente membro do conselho da administração da PT e foi vice-presidente da Telefónica Sistemas de Portugal.

Os vogais serão Estanislau Mata Costa, actual presidente do conselho consultivo da PT, Marcos Baptista, director de marketing e comunicação da Águas de Portugal, e Raul Mascarenhas, partner da Accenture.

Na reunião magna, os accionistas irão também aprovar as contas de 2004 da empresa. A assembleia-geral deveria ter acontecido em Março, mas não se realizou devido à mudança de Governo.

O atraso na aprovação de contas e nomeação de novos órgãos sociais levou a protestos dos trabalhadores, tendo dirigentes e activistas do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações (SNTCT) convocado uma manifestação para sexta-feira.

Os sindicalistas concentraram-se junto ao Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações e desfilaram até à sede dos CTT. Os trabalhadores queixam-se dos respectivos salários não terem sido ainda actualizados e da contratação colectiva estar parada.

Victor Narciso, dirigente do SNTCT, disse à Lusa que as negociações salariais que deveriam estar a decorrer não se iniciaram "por falta de interlocutor válido", dado que a actual administração terminou o seu mandato a 31 de Dezembro.

Fonte dos CTT confirmou à Lusa que deveria ter havido uma actualização salarial intercalar em Janeiro - resultante do acordo de 2004 - que não foi aplicada porque teria de ser calculada em função dos resultados da empresa, que ainda não foram aprovados.

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