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Subida continua no mercado secundário

Juros da dívida a dez anos ultrapassam seis por cento

28.10.2010 - 10:03 Por Paulo Miguel Madeira

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As taxas de juro implícitas da dívida pública portuguesa continuavam hoje a subir, ultrapassando os seis por cento para o prazo de dez anos, com as margens face às obrigações alemãs também a aumentar, quer a dez anos quer nos prazos mais curtos.

Às 9h35, a taxa de juro implícita das obrigações a dez anos estava em 6,076 por cento, depois de ontem terem recomeçado a subir e fechado o dia nos 5,92 por cento, face a 5,669 na terça-feira. Os juros destas obrigações tiveram o seu máximo histórico, desde a existência do euro, em 28 de Setembro, nos 6,637 por cento.

Ontem, o movimento ascendente dos juros iniciou-se durante a manhã, antes do anúncio público da ruptura de negociações entre o Governo e o PSD para a aprovação do Orçamento do Estado para 2011, e acelerou nas horas seguintes, para estabilizar a partir do início da tarde.

A margem (spread) face às obrigações alemãs era de 351,4 pontos-base àquela hora (ou 3,514 pontos-percentuais), representando o prémio de risco que os investidores nestes mercados exigem para comprar obrigações portuguesas em vez de alemãs, que têm menor insegurança de reembolso.

Esta margem era de 316,1 pontos-base no fecho de sexta-feira, tendo recomeçado ontem a subir. Está no entanto ainda bastante abaixo do máximo de 438,1 pontos do final do mês passado.

Para os obrigações a dois anos, os juros estão a subir desde terça-feira, depois de terem fechado nos 2,983 por cento na segunda. Hoje iam em 3,345 por cento. A margem face às alemãs era de 250,4 pontos-base (219,4 na segunda-feira).

Os juros das obrigações a dois anos estão ainda muito abaixo do seu máximo histórico de 7 de Maio, durante o pico da crise da dívida grega, quando foram de respectivamente 6,418 por cento.

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Se isto interessasse ao governo de José Sócrates, teria naturalmente outra postura nas ...

Camilo

28.10.2010 13:01

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