A Rede Eléctrica Nacional (REN) vai passar a gerir as redes de electricidade e gás, recebendo os activos de transporte e armazenamento de gás actualmente detidos pela Transgás.
A Trangás é actualmente detida pela Galp Energia e actua na comercialização e distribuição de gás. Com esta medida, que faz parte da Estratégia Nacional para a Energia, hoje aprovada em Conselho de Ministros, o Governo pretende aumentar a concorrência no sector e criar condições para que os operadores actualmente no mercado concorram nos negócios do gás e da electricidade.
O destaque dos activos de transporte e armazenamento do gás era um dos pontos previstos na anterior reestruturação do sector, delineado pelo Governo de Durão Barroso, que previa que a REN pagasse estes activos com a posição de 18,3 por cento que detém na Galp Energia.
O Governo quer promover a concorrência entre as empresas em Portugal mas remete para as "estratégias empresariais" o desenvolvimento do novo perímetro de negócios quer no gás, quer na electricidade.
A nova estratégia revoga a resolução do Conselho de Ministros de Durão Barroso, em 2003, pondo assim um ponto final nos planos para a compra da Gás de Portugal pela EDP e da italiana Eni.


