A economia dos 12 países da Zona Euro recuperou sensivelmente nos primeiros três meses do ano, após um final de 2005 algo adormecido, devido em larga medida a "factores técnicos", indica hoje um relatório trimestral do departamento de estatísticas da Comissão Europeia, o Eurostat.
O desempenho positivo das exportações suporta a recuperação na Zona Euro, que deverá ser ajudada nos próximos meses pela procura interna e pela retoma do investimento privado. Por estes factores, as estimativas oficiais apontam para um crescimento de 1,9 por cento do Produto Interno Bruto no ano em curso.
Apesar destes factores de esperança, o relatório trimestral do Eurostat chama a atenção para a "vulnerabilidade crescente das famílias", em particular o "efeito de um endividamento crescente", associado às "oscilações do preço do imobiliário e aos choques económicos".
O relatório sublinha, no entanto, que estes riscos que pesam sobre a Zona Euro serão mais sentidos em alguns Estados membros do que noutros, não concretizando quais os países que se encontram mais vulneráveis.
Os economistas do Eurostat concluíram também que a recuperação do consumo das famílias estará mais ligado à diminuição do emprego e não tanto ao aumento real dos salários.


