Défice comercial com países fora da UE agravou-se 31,5 por cento em 2004

27.06.2005 - 12:59 Por Lusa
O défice da balança comercial portuguesa com países que não fazem parte da União Europeia agravou-se 31,5 por cento em 2004, principalmente devido ao efeito das importações de produtos petrolíferos, indica hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) venderam 21,2 por cento do valor das mercadorias compradas por Portugal fora da UE em 2004, seguindo-se os Estados Unidos (10,2 por cento), a EFTA (8,5 por cento) e o Brasil (8,3 por cento).
No ano passado, as exportações extracomunitárias portuguesas aumentaram 7,5 por cento face a 2003, menos de metade do acréscimo de 16,6 por cento verificado nas importações de fora da UE.
Em 2004, Portugal exportou para países fora da UE 5928 milhões de euros e importou 10.375 milhões de euros, ficando o saldo negativo da balança comercial em 4446 milhões de euros.
A taxa de cobertura das importações pelas exportações piorou, passando de 62 por cento em 2003 para 57,1 por cento em 2004.
Os Estados Unidos absorveram 29,4 por cento das exportações portuguesas, os países africanos de língua portuguesa 15,3 por cento e os países da EFTA (Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein) 6,3 por cento.
Portugal teve no ano passado um excedente de 687,3 milhões de euros nas relações comerciais com os Estados Unidos e de 867,5 milhões de euros com os PALOP, mas registou défices de 1965,6 milhões de euros com a OPEP, de 703 milhões de euros com o Brasil e de 502,5 milhões de euros com a EFTA.
As máquinas e aparelhos representaram 25,9 por cento das vendas portuguesas a países terceiros em 2004 e os veículos e outro material de transporte 10,2 por cento.
Os combustíveis minerais (incluindo o petróleo) representaram mais de um terço (34,4 por cento) das compras a países terceiros; as máquinas e aparelhos 12 por cento; e os veículos e outro material de transporte 10,4 por cento, representando estas três rubricas mais de metade das importações extracomunitárias.

