Os dirigentes das confederações patronais apelaram hoje ao Governo e aos partidos políticos para viabilizarem o Orçamento do Estado, apesar de considerarem que a proposta do Executivo não é a que o país precisa para dinamizar a economia.
“As confederações patronais fazem um apelo ao Governo e aos grandes partidos políticos com assento parlamentar para colocarem o interesse do país acima das lógicas e do confronto político-partidário e para desenvolverem todos os esforços negociais no sentido de permitirem a restauração da confiança dos mercados financeiros e das empresas, como condição para a recuperação económica”, disseram em comunicado conjunto a as confederações da Agricultura (CAP), Comércio (CCP), Indústria (CIP) e Turismo (CTP).
Depois de se terem reunido para analisarem a ruptura das negociações entre o Governo e o PSD, os patrões alertaram que caso a proposta de Orçamento do Estado não seja viabilizada “está em causa a soberania nacional, a sobrevivência económica do país, a estabilidade social e a esperança dos portugueses no seu próprio futuro”.
As quatro confederações afirmam ainda que “vêem com muita preocupação as consequências da não aprovação do Orçamento do Estado para o próximo ano”.
Ainda que considerem que este não é “o Orçamento de que o país precisa para encetar um processo sustentado de recuperação da sua economia”, as quatro estruturas afirmam que “seria dramático” a não viabilização documento.
“Os mercados financeiros e os nossos parceiros da União Europeia não entenderiam que Portugal não conseguisse dispor de um Orçamento do Estado que credibilizasse os muito exigentes compromissos assumidos de redução do défice orçamental em 2011 e, por certo, a economia portuguesa e as empresas iriam sofrer os efeitos do descrédito daí resultante”, acrescentaram.
Neste sentido, CAP, CCP, CIP e CTP apelam “responsabilidade patriótica dos políticos” pedindo que estes se comprometam “com o País na procura das soluções adequadas para resolver o grave impasse em que todos nos encontramos”.


