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Poupam dinheiro com os baixos preços

China afirma que exportações têxteis beneficiam União Europeia e Estados Unidos

27.03.2006 - 16:28 Por Lusa

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A União Europeia e os Estados Unidos limitaram as exportações anuais de produtos têxteis oriundos da China A União Europeia e os Estados Unidos limitaram as exportações anuais de produtos têxteis oriundos da China (Frederic J. Brown/AFP)
As exportações têxteis da China beneficiam a União Europeia, os Estados Unidos e os outros países desenvolvidos, que poupam dinheiro com os baixos preços das importações, defendeu hoje, em Pequim, o ministro do Comércio chinês.

Bo Xilai calculou que os consumidores dos Estados Unidos poupam por ano quase 100 mil milhões de dólares norte-americanos (83,11 mil milhões de euros) com a importação de produtos têxteis da China.

O desenvolvimento do sector tem também como consequência a importação de matérias-primas e maquinaria dos países desenvolvidos, disse ainda o ministro, que frisou que o mercado chinês compra 30 por cento das máquinas de produção industrial vendidas a nível mundial, o equivalente, em valor, a 30 mil milhões de dólares (24,93 mil milhões de euros).

O ministro chinês do Comércio manifestou também confiança no crescimento do sector têxtil chinês, apesar das disputas comerciais, do aumento do preço do petróleo e do preço das matérias-primas.

"A capacidade de produção chinesa soltou-se com a globalização da indústria têxtil," considerou o ministro, que adiantou que os acordos assinados em 2005 com a União Europeia e os Estados Unidos "criam um ambiente positivo para as exportações do sector." "As exportações têxteis deverão crescer de forma estável, e a China manterá o lugar cimeiro nas exportações este ano". disse.

A China e a União Europeia alcançaram um acordo em Junho de 2005 que prevê um aumento da exportação de têxteis para a Europa de entre oito e 12,5 por cento até 2007.

Em Novembro do ano passado, os Estados Unidos e a China assinaram um acordo que limita as exportações de 21 categorias de têxteis chineses a taxas de crescimento entre os dez e os 17 por cento entre 2006 e 2008.

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