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Em 2012 Portugal deverá produzir menos do que em 2007

Cavaco Silva: temos de conseguir superar previsões oficiais de crescimento económico

08.05.2010 - 21:40 Por Lusa

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Cavaco Silva diz que o país não pode continuar a endividar-se no estrangeiro ao ritmo a do passado Cavaco Silva diz que o país não pode continuar a endividar-se no estrangeiro ao ritmo a do passado (PÚBLICO (arquivo))
O Presidente da República, Cavaco Silva, defendeu hoje que os portugueses têm de conseguir superar as previsões oficiais de crescimento da economia, segundo as quais em 2012 Portugal vai produzir menos do que em 2007.

Na intervenção com que encerrou uma visita de dois dias ao norte da região do Oeste, Cavaco Silva defendeu também que Portugal só conseguirá uma recuperação económica sustentável e duradoura se não recorrer tanto ao financiamento externo, apostando nos bens transaccionáveis e na mão-de-obra nacional.

“Nós temos de conseguir ser capazes, nos próximos anos, de fazer melhor do que aquilo para que apontam as previsões oficiais”, declarou Cavaco Silva, num hotel de cinco estrelas situado no concelho de Óbidos.

“De acordo com as previsões oficiais, a produção total do nosso país no ano 2012 será inferior à produção que o país realizou em 2007. Isto é, de acordo com as previsões oficiais, nós vamos produzir em 2012 ainda menos do que produzimos cinco anos antes. Não podemos resignar-nos a esta situação”, acrescentou.

No encerramento desta sua jornada pelo Oeste, inserida no Roteiro das Comunidades Locais Inovadoras, o chefe de Estado apontou a recuperação económica como “o grande desafio que Portugal enfrenta” para “combater o desemprego, a pobreza e a exclusão social”. O crescimento da economia portuguesa “foi nulo” em 2008 e “foi de -2,7 por cento” em 2009, referiu.

“A recuperação económica só poderá ser duradoura se nós conseguirmos reduzir as necessidades de financiamento que obtemos no estrangeiro. Isto, porque a dívida externa do nosso país atinge já uma dimensão muito elevada, porque temos um desequilíbrio externo que também é elevado”, defendeu, em seguida.

Lembrando o seu discurso de ano novo, Cavaco Silva reiterou: “Não podemos no futuro continuar a endividar-nos no estrangeiro ao ritmo a que o fizemos no passado, ou então teremos que pagar juros exorbitantes, com uma sobrecarga muito grande sobre as famílias portuguesas, sobre as empresas e sobre os contribuintes. Há sempre um momento em que alguém tem de pagar a factura”.

“A palavra-chave é a competitividade das nossas empresas. Eu estou sinceramente convencido de que é nas comunidades locais e nas pequenas e médias empresas que nós podemos encontrar da nossa recuperação económica”, declarou o chefe de Estado, justificando desta forma a importância que atribui “às iniciativas locais inovadoras”.

No final da sua intervenção, o Presidente da República manifestou-se “convencido de que a partir do esforço dos cidadãos, das empresas, dos municípios, das comunidades locais, e com muito trabalho, com inovação e alguma criatividade vai ser possível afirmar, num futuro não muito longínquo: nós conseguimos”.

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