Eduardo Catroga, o homem que liderou a equipa negocial do PSD nos encontros com o Governo, disse hoje à noite “ser obrigado a chegar a conclusão que o Governo forçou o desfecho” das negociações. Ou seja, que forçou a ruptura entre as partes.
Numa entrevista ao Jornal da Noite da SIC, o economista independente, como frisou várias vezes, explica esta conclusão com o facto de o Governo ter hoje apresentado um documento com medidas “que ainda que colocado sobre mesa”, era “contrário à filosofia das medidas apresentadas pelo PSD” e que classificou como “inegociável”.
Catroga, ministro das finanças num Governo de Cavaco Silva, insistiu que o Executivo se recusou “a cortar nas gorduras do Estado”, preferindo onerar os impostos sobre as famílias. “O Governo não fez nada [no corte na despesa] em 2010 e criou um problema aos contribuintes em 2011”, acrescentou, classificando a situação como “um buracão nas contas públicas.
O economista acusou ainda o Governo de ter andado “a esconder a realidade das contas públicas em 2009 e 2010”.
Catroga afirmou também que aceitou liderar a equipa negocial do PSD por achar que “podia ser útil ao país” e por achar que “era genuína a intenção de Pedro Passos Coelho de chegar a um acordo”.


