A espanhola Prisa, que detém um terço do grupo Media Capital, negou, ontem, qualquer acordo com outros accionistas da empresa portuguesa, respondendo a questões da entidade reguladora do mercado bolsista sobre eventuais consonâncias com a Caixanova. “Não existem quaisquer acordos”, garantiu ontem o administrador-delegado da Prisa, José Luís Cébrian, numa entrevista realizada em Madrid e citada pela agência Bloomberg. A CMVM admitiu esta semana estar a “acompanhar” a evolução da estrutura accionista da Media Capital para garantir que não existe nenhum pacto entre a Prisa ou a RTL (que controla 33 por cento do grupo da TVI) com o mais recente accionista, a galega Caixanova, que detém 4,2 por cento.
O BPI considerou, ontem, que a redução da participação da Cofina na espanhola Avanzit tem um impacto positivo nos títulos da empresa portuguesa. A Cofina anunciou, quarta-feira, que reduziu para 9,69 por cento a sua participação na Avanzit e que vai acompanhar o aumento de capital desta empresa de media espanhola. Segundo a nota diária do BPI, com esta operação a Cofina realiza parte dos ganhos de capital na Avanzit à medida que reduz o esforço de investimento no previsto aumento de capital. A Avanzit já cresceu 83 por cento desde o início do ano e fonte oficial da Cofina afirmou, quarta-feira, que a empresa “tenciona participar no aumento de capital previsto” na Avanzit, de perto de 31 milhões de euros.


