Decisão

BCE fornece liquidez suplementar à zona euro

04.08.2011 - 13:51 Por Ana Rita Faria

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Trichet anunciou hoje medidas para responder à pressão dos mercados Trichet anunciou hoje medidas para responder à pressão dos mercados (REUTERS/Kai Pfaffenbach)
O presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, anunciou hoje que as tensões nos mercados levaram a autoridade monetária a decidir fornecer liquidez extra aos bancos da zona euro. E deixou subentendido que o banco central voltou a comprar dívida nos mercados.

O Banco Central Europeu (BCE) vai não só lançar uma nova operação de refinanciamento, com maturidade de seis meses, mas também prolongar os actuais empréstimos para o quarto trimestre. O anúncio foi hoje feito por Trichet na conferência de imprensa que se segue à reunião do conselho de governadores, onde o BCE decidiu manter inalteradas as taxas de juro da zona euro em 1,5 por cento.

O presidente do Banco Central Europeu (BCE) justificou as novas medidas de liquidez suplementar com “as renovadas tensões em alguns mercados financeiros da zona euro”, considerando que esta é “a resposta apropriada” por parte da autoridade monetária europeia. A decisão do banco central surge numa altura em que a pressão dos mercados sobre Itália e Espanha é cada vez maior, acentuando os receios de que estes países se tornem as próximas vítimas da crise da dívida soberana.

A operação de refinanciamento suplementar irá fornecer liquidez ilimitada aos bancos europeus, em empréstimos a seis meses. Além disso, o BCE decidiu também prolongar para o quarto trimestre as suas operações de refinanciamento principais, que deveriam manter-se apenas até ao final de Setembro.

Segundo Trichet, estas operações vão manter-se, pelo menos, até 17 de Janeiro do próximo ano.

Na reunião de hoje do conselho de governadores do BCE esteve presente o comissário europeu dos Assuntos Económicos e Financeiros, Olli Rehn, informou hoje Trichet.

BCE terá comprado dívida pública

Questionado pelos jornalistas sobre se o BCE foi comprar dívida pública ao mercado para aliviar a escalada das taxas de juro em Espanha e Itália, Jean-Claude Trichet deu a entender que a autoridade monetária teria voltado às compras para tentar travar o contágio da crise da dívida às grandes economias do euro.

“Nunca disse que as compras de obrigações tinham sido interrompidas”, afirmou Tirchet, dizendo aos jornalistas que terão de esperar pelos próximos dados do BCE, que serão divulgados na próxima semana, para saber se o banco central comprou ou não dívida.

FEEF deve ir ao mercado “o mais rapidamente possível

O presidente do banco central afirmou hoje que o Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF) deve estar operacional “o mais rapidamente possível”, comprando dívida pública no mercado secundário.

Na cimeira de 21 de Julho, onde foi aprovado o novo resgate à Grécia, os líderes europeus acordaram uma flexibilização do FEEF, que lhe daria poderes para comprar obrigações no mercado secundário.

“Esperamos que o FEEF venha a ser efectivo nos mercados e permita que não tenhamos de ser nós a intervir”, afirmou Trichet, referindo-se às compras de dívida que a autoridade monetária fez nos mercados para ajudar a Grécia, a Irlanda e Portugal e que terá agora voltado a repetir para ajudar a Itália e a Espanha.

Notícia actualizada às 14h27




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