Banco de Portugal apela à continuação de reformas estruturais em Portugal

16.10.2007 - 11:36 Por Eduardo Melo, Sérgio Aníbal, PÚBLICO
O governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, voltou hoje a elogiar o processo de consolidação orçamental em Portugal, que vai permitir baixar o défice público deste ano para os três por cento do PIB, mas salientou para a necessidade de se "continuar com o programa de reformas estruturais para que Portugal possa voltar a convergir com a Europa”.
Intervindo no XVII Encontro dos Bancos Centrais de Portugal, PALOP e Timor Leste, que serve de preparação da reunião do Fundo Monetário Internacional (FMI), Vítor Constâncio aproveitou para alertar o Governo para a necessidade de se manter o esforço de reestruturação do Estado, temática que está normalmente associada à modernização dos sectores da saúde, da justiça, da educação e da segurança social, entre outros aspectos.
O governador do Banco de Portugal voltou a queixar-se das previsões avançadas há dias pelo FMI, referindo-se a elas como sendo “excessivamente pessimistas”.
O fundo previa um crescimento de dois por cento para Portugal, antes de estalar a crise do crédito de alto risco nos EUA, mas o número mais recente aponta para 1,8 por cento, valor que difere em quatro décimas face aos 2,2 por cento que ainda são apresentados pelo banco central. Este número ainda não foi alterado, mas o governador sublinhou que as novas previsões estão a ser ainda preparadas.
Em relação à situação dos mercados financeiros internacionais, Vítor Constâncio reconheceu que a actual instabilidade financeira ainda não está totalmente resolvida e que pode haver um impacto na economia portuguesa por via do aperto da concessão de crédito, da quebra da procura externa e da diminuição da confiança dos agentes económicos.

