António Mexia: 60% dos resultados da EDP são conseguidos fora de Portugal

27.10.2011 - 22:08 Por Lusa, PÚBLICO
O resultado líquido da EDP foi de 824 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano. Um aumento de 6% face igual período de 2010 para o qual contribuiu o crescimento dos negócios das renováveis e no Brasil. A razão, explica o presidente da eléctrica, António Mexia, tem a ver com o facto de 60% dos resultados da EDP serem conseguidos fora de Portugal.
O resultado líquido do exercício subiu, no mesmo período, 10%, para 960 milhões de euros de acordo com comunicado enviado pela EDP à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).
Na apresentação de resultados, António Mexia realçou que 60% destes resultados são gerados “fora de Portugal”. Segundo o presidente da EDP, tal “tem a ver com o crescimento em novas geografias, mas também com os novos investimentos em Portugal apenas começarem a gerar resultados no final deste ano”. São os casos do reforço das barragens de Picote, previsto para Novembro, e de Bemposta, a começar a funcionar em Dezembro.
O resultado antes de juros, impostos, amortizações e depreciações (EBITDA) subiu 4,7%, para 2.775 milhões de euros, “suportado pelas redes reguladas (mais 137 milhões de euros), actividade eólica (mais 75 milhões) e Brasil (mais 59 milhões).
Até Setembro, 59% do EBITDA foi gerado fora de Portugal e 89% “teve origem em actividades reguladas e contratadas a longo prazo”, reflectindo o perfil de baixo risco operacional. O resultado operacional (EBIT) cresceu 15%, “suportado pelo EBITDA e pela extensão de vida útil dos parques eólicos”.
Os custos operacionais líquidos caíram 2,7%, para 1.307 milhões de euros. Entre Janeiro e Setembro deste ano, frisou Mexia, “houve um aumento da eficiência e um controlo de custos que torna a EDP na empresa mais eficiente do sector na Península Ibérica”.
Já os resultados financeiros, de -546 milhões de euros nos primeiros nove meses, “foram suportados por um custo médio de dívida superior; uma dívida líquida média 8 por cento mais alta; - 66 milhões de euros da alteração da contabilização dos custos com o fundo de pensões; - 49 milhões de euros no valor da nossa participação no BCP e - 23 milhões relativos a um processo judicial com um cliente no Brasil”, refere a EDP no comunicado.
Os interesses não controláveis subiram 42% com a redução em 13,8% da participação na EDP Brasil e de uma subida dos resultados líquidos da EDP Brasil e da EDP Renováveis.

