Alberto João Jardim afirmou neste domingo à noite que governará a Madeira “sem quaisquer cedências no campo dos valores e dos princípios”. Garantiu ainda que governará contra “o capitalismo e o liberalismo selvagem” e afirmou mais uma vez que “os sacrifícios terão que ser iguais para todos”.
No seu discurso de vitória, na sede do PSD madeirense, no centro do Funchal, Jardim afirmou aos jornalistas: “O PSD da Madeira ganhou as eleições, atingiu o seu objectivo da maioria absoluta, governará os próximos quatro anos sem qualquer coligação.”
Com a cidade do Funchal já em festa, com os carros a buzinar nas ruas e com alguns foguetes a serem lançados ao céu, Alberto João Jardim voltou a dizer mais uma vez que o seu partido é a Madeira e que nestas eleições “facas foram metidas nas costas do povo madeirense”. Jardim disse ainda que o aparelho de Estado continua “nas mãos dos socialistas” e que é preciso alterar a situação.
"O meu partido é a Madeira pelo que não contam comigo para outras fidelidades partidocráticas até pelas facas que foram metidas nas costas do povo madeirense", referiu, numa indirecta ao PSD nacional.
O líder do PSD-Madeira disse também não aceitar o facto de o aparelho de Estado, "para surpresa dos portugueses, se encontrar ainda nas mãos do poder socialista, nomeadamente os ministérios das Finanças e da Justiça bem como a Rádio Difusão e a Rádio Televisão impropriamente chamadas portuguesas". E salientou que os próximos tempos serão difíceis por culpa dos erros cometidos pelo Governo da República.
“Contem sim comigo para ajudar na mudança do sistema político que é um sistema inadequado à gravíssima situação que os portugueses sofrem, bem como para uma actuação contra o liberalismo capitalista em que está mergulhado o nosso pais”, disse também.
No final da sua declaração, sem direito a perguntas dos jornalistas, agradeceu aos madeirenses, ao PSD e à JSD da ilha e “à comunicação social livre” que diz ainda existir no arquipélago. Na sua curta intervenção, além da indirecta das facas, não foi feita qualquer referência ao PSD nacional.
Da sede do PSD, Jardim, acompanhado de várias centenas de militantes, saiu para as ruas do Funchal onde a festa continuou por algumas horas.
"Alberto João, Alberto João, Alberto João", griatavam repetidamente centenas de militantes nas ruas do Funchal.
No continente, a reacção do PSD não foi tão efusiva. O secretário-geral do partido, José Matos Rosa, considerou que a vitória foi “das menos folgadas da sua história”, disse citado pela Lusa. Numa declaração na sede do partido, em Lisboa, Matos Rosa defendeu que por isso, esta era uma “nova oportunidade” para o PSD-Madeira mudar de atitude em termos de gestão financeira.
Notícia actualizada às 23h09


