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Trabalho

PS condena financiamento público de serviços privados

24.02.2012 - 15:15 Por Lusa

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O PS condenou hoje a intenção do Governo de financiar “serviços privados de emprego” que coloquem no mercado de trabalho desempregados, argumentando que essa é “uma responsabilidade do Estado”.

“Há uma experiência, há um saber, um conhecimento, por parte dos centros de emprego, dos técnicos e funcionários dos centros de emprego, que deve ser aproveitada, e não passar essa responsabilidade, que é uma responsabilidade do Estado e do serviço público de emprego para entidades privadas”, afirmou o deputado socialista Miguel Laranjeiro.

Falando aos jornalistas no Parlamento, Miguel Laranjeiro defendeu que a proposta do Governo “parece um plano de actividades do Instituto de Emprego e não o verdadeiro plano de emprego que o país precisa, um país que tem 14 por cento de desempregados e 35 por cento de desemprego jovem”.

O deputado socialista condenou essencialmente que se passe “para entidades privadas aquilo que deve ser uma função do serviço público do emprego, parece-nos naturalmente errada e ao arrepio do que deve acontecer”.

“Não temos nada contra entidades privadas, mas é uma responsabilidade que o Governo aparentemente quer retirar dos centros de emprego, o que nos parece completamente no sentido errado do que deve ser o combate ao desemprego, que é o maior flagelo que temos em Portugal”, afirmou.

O Governo admite financiar “serviços privados de emprego” que coloquem no mercado de trabalho desempregados que não recebem subsídio de desemprego e conta definir até ao final do ano o enquadramento necessário para tal.

“Se se verificar, nas experiências piloto, que os serviços privados de emprego têm sucesso na colocação de desempregados não subsidiados, o Estado admite pagar a essas agências por esse serviço”, disse aos jornalistas o secretário de Estado do Emprego Pedro Martins.

O Programa de Relançamento do Serviço Público de Emprego inclui oito eixos e um conjunto de medidas que visam fomentar a captação de ofertas de emprego, cooperar com parceiros para a colocação de desempregados, reestruturar a rede de Centros de Emprego e Centros de Formação Profissional, entre outras.

O Governo quer aumentar em 50 por cento o número de colocações de trabalhadores desempregados até 2013, ou seja dar trabalho a mais 3000 pessoas por mês.


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Comentário + votado

Sim, excepto se se trata da Mota Engil

Essa merece, é claro. O bom funcionamento da Politica de Emprego do PS Ficou demonstrado durante os ...

AP

24.02.2012 18:42

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