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Reinserção é "uma questão de tempo"

Xanana Gusmão afirma que língua portuguesa "não é questão polémica" em Timor-Leste

31.08.2007 - 11:43 Por Lusa

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Xanana Gusmão Xanana Gusmão (Daniel Rocha (arquivo))
O primeiro-ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão, afirmou hoje que a língua portuguesa "não é uma questão polémica" no país e que "a mudança de Governo não afecta absolutamente a relação com Portugal".

Xanana Gusmão falava à imprensa no final de um encontro com o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação português, João Gomes Cravinho, que decorreu em simultâneo com uma reunião do Conselho de Ministros timorense. "Há problemas muito maiores sobre os quais nos debruçamos", declarou Xanana, antes de regressar à sala onde o IV Governo Constitucional discutia, desde manhã, o programa final a apresentar ao Parlamento.

"A língua portuguesa não pode ser uma questão polémica", insistiu o primeiro-ministro. "Mesmo que o currículo comece com o português nos bancos da escola, nós temos segmentos de sociedade em que uns falam português, outros inglês, outros tétum, outros bahasa. Esse é o nosso problema", explicou Xanana Gusmão. "Há uma geração toda em Timor que nasceu no tempo indonésio e só sabe bahasa. Como resolver esse problema? Sempre dissemos que a reinserção do português aqui é uma questão de tempo", disse.

"Os indonésios estiveram aqui 24 anos", acrescentou Xanana Gusmão, sublinhando que "não se pode imaginar que se consegue realizar uma reintrodução do português em cinco anos". "É preciso responder a questões pontuais, actuais, em termos de educação", referiu Xanana Gusmão, dando um exemplo: "Por que é que o representante da Câmara Municipal de Lisboa foi inagurar a estrada, que eu pedi, para uma escola e a directora falou em tétum e pediu desculpas por não falar português — porque não aprendeu a língua".

Xanana Gusmão recordou que Timor-Leste tem "poucos professores, que não chegam, com má qualidade, e ainda não há cursos de professores, além do da Diocese de Baucau". "São questões de educação e de desenvolvimento. Não se coloca a língua em termos de problema", concluiu.

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Que tal mandar os profs tugas?

Não há tantos profs tugas no desemprego ou sem actividade? Não haverá uns tantos que quisessem ir a ...

Anónimo

02.09.2007 09:28

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