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Estreia em 77 salas portuguesas

"Vingança dos Sith": termina hoje a "Guerra das Estrelas"

19.05.2005 - 08:58 Por Joana Amaral Cardoso

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Um pequeno Darth Vader, guardado por um "stormtrooper", aguarda na fila em Springfield, no estado americano de Oregon Um pequeno Darth Vader, guardado por um "stormtrooper", aguarda na fila em Springfield, no estado americano de Oregon (Brian Davies/AP)
O elo perdido da saga da "Guerra das Estrelas", que desde 1977 apaixona milhões de espectadores em todo o mundo, estreia hoje em 77 salas de cinema portuguesas. Mas o terceiro e último capítulo da segunda trilogia, "A Vingança dos Sith", que revela a transformação do cavaleiro Jedi Anakin Skywalker num dos mais reconhecidos vilões da história do cinema, Darth Vader, já não é uma história para crianças.

O ideólogo e realizador da saga, George Lucas - que se inspirou nos filmes de ficção científica da década de 50 e nas aventuras de Flash Gordon que via na televisão - deixou-se levar pelo lado negro da Força e apresenta neste episódio uma narrativa mais violenta e sombria, para maiores de 13 anos.

Mas o orçamento de 113 milhões de dólares ficou abaixo dos custos dos dois anteriores filmes - "Ameaça Fantasma" e "Ataque dos Clones" -, apesar de conter uma dose maciça de efeitos digitais. Diz a lenda que já se formou em torno da "Vingança dos Sith" que há 2151 cenas de efeitos visuais, em contraste com os modestos 360 efeitos de "Uma Nova Esperança", o episódio IV, ou primeiro da segunda trilogia.

A última história da saga conta com o mesmo elenco dos dois primeiros episódios: Ewan McGregor é Obi-Wan Kenobi; Hayden Christensen é Anakin Skywalker; Natalie Portman é Padme Amidala; Ian McDiarmid, o Supremo Chanceler Palpatine, será Darth Sidious e, mais tarde, o tenebroso Imperador; e Frank Oz continua a assegurar a voz de Yoda. O mestre Jedi - o mais poderoso do clã - é fabricado pela Industrial Light and Magic de George Lucas e há muito deixou de ser um fantoche de silicone. As duas personagens que atravessam todos os filmes também continuam lá. Os "droids" R2D2 e o dourado e protocolar C3PO mantêm-se ao lado dos protagonistas, participando nos momentos essenciais de "comic relief" de uma aventura que Lucas iniciou "há muito, muito tempo, numa galáxia muito, muito distante".

Fãs começam hoje a ver a última estreia das suas vidas

Esta noite, às 00h01, milhares de pessoas vestidas a rigor começaram a entrar nas salas de cinema norte-americanas, depois de uma espera de várias semanas. O entusiasmo - mas também a tristeza de saber que esta é a última estreia da "Guerra das Estrelas" - dominou as multidões.

Muitos estão hoje de folga para poderem descansar da folia nocturna e das emoções de "A Vingança dos Sith".

"Isto é um grande acontecimento para nós", explicou à agência AP Russ Rolle, que esperava na fila dos cinemas Edwards Big Newport, no sul da Califórnia. O estudante, de 23 anos de idade, esteve a revezar-se naquela fila desde o dia 8 de Maio para garantir um lugar na primeira exibição do filme.

Há empresas que oferecem os bilhetes e o dia de folga aos empregados para que vejam o terceiro episódio da saga e há quem tenha escolhido fusos horários diferentes para poder ver o filme uma hora mais cedo.

Em Nova Iorque, Jeremy Ricken, vestido a rigor como Obi-Wan Kenobi, estava ontem na fila do Ziegfeld Theatre, em Manhattan. Veio encontrar-se, aos 34 anos, com as recordações de infância e com os antigos colegas da faculdade para ver o filme. E também para aproveitar o fuso horário. "São 23h00 em Chicago quando o filme começar aqui", explicou à AP. "Por isso, vamos conseguir ver uma hora do filme antes que ele comece lá", explicou, radiante.

Em Chicago, um fã que entrou no cinema uma hora mais tarde do que o seu conterrâneo deslocado para Nova Iorque, explicava, quando ainda estava na fila: "Este é o filme que toda a gente queria ver, é o que vai calar toda a gente", garantia o designer gráfico Ben Delery, de 31 anos.

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