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Nos dias após a morte

Venda de livros de Saramago aumenta quase dez vezes

22.06.2010 - 11:37 Por Lusa, PÚBLICO

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 (Paulo Ricca)
As vendas dos livros de José Saramago aumentaram quase dez vezes nos dias seguintes à morte do escritor, ocorrida sexta feira, disseram hoje fontes de duas grandes cadeias de livrarias em Portugal, a Fnac e a Bertrand.

Na cadeia Fnac, na sexta feira, no sábado e no domingo o aumento da procura de livros do único prémio Nobel da Literatura de língua portuguesa atingiu “846 por cento em relação aos três dias anteriores”, disse à Lusa o diretor de marketing e comunicação da empresa, Viriato Filipe.

“Caim”, “A Viagem do Elefante” e “Memorial do Convento” foram os títulos cujas vendas mais aumentaram.

Já nas livrarias da Bertrand Editora, o aumento de vendas de livros de Saramago registado este fim de semana foi dez vezes superior ao ocorrido no fim-de-semana anterior à morte do escritor, disse à Lusa a responsável de marketing da editora.

Marta Serra acrescentou que no fim-de-semana após a morte do escritor, as livrarias da Bertrand venderam mil livros de Saramago contra os cem do fim de semana anterior.

“Caim” (300 exemplares), “Memorial do Convento” (200 exemplares” e “A Viagem do Elefante” (150 exemplares) foram os títulos mais vendidos pela Bertrand após a morte do Nobel da Literatura.

Zeferino Coelho, responsável pela Editorial Caminho, editora de Saramago, corroborou à Lusa o aumento da procura de obras do escritor nos dias seguintes ao seu falecimento. Questionado sobre se a editora irá fazer reedições de obras do Nobel da Literatura, Zeferino Coelho disse que as obras de Saramago “se reimprimem constantemente”.

“In Nomine Dei” e “Ensaio sobre a Cegueira” são títulos que a Editorial Caminho vai reimprimir de imediato, não porque sejam obras com aumento de procura, mas porque são títulos dos quais a editora tinha menores reservas em armazém, acrescentou Zeferino Coelho.

José Saramago, 87 anos, morreu na sexta-feira em Tías, na ilha de Lanzarote (Canárias). Foi cremado domingo no cemitério do Alto de São João e as suas cinzas têm ainda destino incerto, sabendo-se apenas que ficarão em Lisboa e potencialmente num jardim.

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