Depois de uma interrupção em 2008, por falta de verbas, a União Latina retoma o seu conhecido Prémio de Artes Plásticas na habitual versão bienal, graças a uma nova parceria com a Fundação D. Luís I.
A fundação vai disponibilizar o valor do prémio (7500 euros) e a sua sede no Centro Cultural de Cascais, para a exposição colectiva dos quatro finalistas, escolhidos por unanimidade por um júri de selecção: Pedro Barateiro, Mauro Cerqueira, Renato Serrão e a dupla Von Calhau, de Marta Ângelo e João Alves. Todos têm menos de 30 anos.
O júri nacional, constituído por quatro críticos e comissários de arte – Luísa Soares de Oliveira, Ricardo Nicolau, Bruno Marchand, Pedro Faro e Helena de Freitas – realçou “as qualidades excepcionais” do trabalho dos seleccionados a partir de obras expostas nos dois últimos anos.
O apoio dado este ano pela Fundação D. Luís I será essencialmente o mesmo dado no passado pela Fundação Calouste Gulbenkian e pela Caixa Geral de Depósitos (CGD), alternadamente, até à interrupção de parceria, em 2008.
A última edição realizou-se em 2006, com o apoio da CGD, e premiou André Guedes. Dois anos antes, tinha sido Bruno Pacheco o galardoado, e em 2002 Filipa César. “Todos os laureados têm tido uma excelente continuação de carreira”, apontou ao PÚBLICO Renée Gomes, representante da União Latina em Portugal. Em 1990, ano em que foi criado, o prémio foi entregue e Pedro Calapez e, dois anos mais tarde, a Pedro Proença.



