A Património Cultural da Humanidade

UNESCO rejeita candidatura do Património Imaterial da Galiza/Norte de Portugal

25.11.2005 - 11:03 Por Lusa

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As actividades agrárias da região eram uma das vertentes que os promotores da iniciativa queriam ver reconhecidas As actividades agrárias da região eram uma das vertentes que os promotores da iniciativa queriam ver reconhecidas (PÚBLICO)
A UNESCO rejeitou hoje a candidatura apresentada por Portugal e Espanha para a classificação de elementos da tradição galaico-portuguesa como Património Cultural da Humanidade.

Esta distinção internacional do organismo das Nações Unidas consagra formas de expressão populares e tradicionais, como as expressões e tradições orais, a música, a dança, os rituais ou a mitologia, os conhecimentos e as práticas sobre a natureza ou o artesanato tradicional.

A candidatura luso-espanhola queria ver reconhecida a tradição oral galaico-portuguesa ligada às actividades agro-marítimas e fluviais, agrárias, saberes de transmissão oral nos processos artesanais e ofícios tradicionais, no universo festivo, lúdico, de lazer e na literatura de tradição oral.

Este património, partilhado pela região norte de Portugal - distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Vila Real e Bragança - e pela província espanhola da Galiza, corre o risco de desaparecer, de acordo com os organizadores da candidatura.

Apesar de ter sido recusado hoje como Património Cultural da Humanidade, este património galaico-português foi proclamado obra-prima do Património Oral e Imaterial da Humanidade, em 2001, quando foram distinguidas 19 candidaturas, entre as quais o teatro sânscrito de Kutyattam, na Índia, ou as marionetas sicilianas Opera dei Pupi.

Em 2003, foram escolhidas 28 obras-primas, como o carnaval de Binche, na Bélgica, o ballet royal do Cambodja, as festas indígenas dedicadas aos mortos no México ou as tradições orais dos pigmeus Aka, na República Centro-Africana.

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Não perdemos nada

Mas o que é que vale uma distinção da UNESCO hoje em dia? Nada. São mais que as mães. Qualquer dia ...

Anónimo

25.11.2005 17:24

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