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Trabalhadores da Tobis vão solicitar nova reunião a secretário de Estado da Cultura

08.02.2012 - 10:11 Por Lusa

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A nova reunião de accionistas está marcada para o dia 24 de Fevereiro A nova reunião de accionistas está marcada para o dia 24 de Fevereiro (Nuno Oliveira)
Os trabalhadores da Tobis vão solicitar durante esta semana uma nova audiência ao secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, para lhe pedirem que a assembleia-geral de accionistas, marcada para 24 de Fevereiro, se realize.

A informação foi dada hoje à agência Lusa pelo delegado sindical dos trabalhadores da Tobis, que acrescentou que a decisão foi tomada num plenário de trabalhadores, realizado na segunda-feira.

Tiago Silva acrescentou que a maior preocupação dos trabalhadores “não se prende apenas com o atraso no pagamento do salário de Janeiro, mas, sobretudo, com o destino da empresa e o futuro enquadramento dos trabalhadores”.

“Estamos a encarar com extrema preocupação a situação na Tobis e esperemos que não se repita o que aconteceu na assembleia de accionistas de 6 de janeiro, suspensa e adiada para 24 de Fevereiro”, referiu.

Sobre os salários de Janeiro, por liquidar até agora, Tiago Silva disse terem sido informados na terça-feira pelo conselho de administração da empresa de que o Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA) efectivou a transferência da verba necessária ao pagamento dos vencimentos e que estes começarão a ser pagos esta quarta-feira.

A próxima assembleia de accionistas da Tobis está marcada para 24 de Fevereiro depois de a última – a 6 de Janeiro – ter sido suspensa para que o negócio da venda pudesse ficar concluído, disse na altura à agência Lusa o director do ICA.

“Neste momento, estamos em condições para dizer que a empresa se vai manter, já que a venda da produtora está quase concluída”, acrescentou na altura José Pedro Ribeiro, presidente do ICA, em declarações à Lusa.

A empresa é maioritariamente detida por capitais públicos, mas o Estado pretende alienar a participação social que detém (96,4%) na empresa que nos últimos tempos tem estado sobretudo vocacionada para a pós-produção e que emprega 53 pessoas.


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UMA VERGONHA

Trabalhadores com 40 anos de serviço dedicados ao ESTADO, sim porque a Tóbis é maioritariamente do ...

Anónimo

08.02.2012 12:45

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