Teixeira dos Santos apela à conservação do Arquivo Histórico moçambicano

02.07.2008 - 16:45 Por Lusa
O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, realçou hoje a importância da manutenção dos "tesouros da História e da memória" da ligação com Moçambique, como o Arquivo Histórico moçambicano, reabilitado com o apoio português.
Teixeira dos Santos evocou a necessidade da preservação do acervo histórico comum quando falava na inauguração dos três edifícios do Arquivo Histórico de Moçambique, na baixa de Maputo.
Para o ministro das Finanças, o material guardado no arquivo "é moçambicano, mas tem também uma parte da História de Portugal", o que deve impelir Lisboa a empenhar-se na conservação do referido património.
"Este acervo, sendo a memória de Moçambique, é igualmente parte da memória de Portugal, e o seu carácter frágil e delicado impõe que seja tratado com cuidado", assinalou Teixeira dos Santos.
De acordo com o ministro das Finanças, a parceria que permitiu a renovação do Arquivo Histórico de Moçambique, para a qual Portugal contribuiu com um apoio financeiro de 700 mil euros, demonstra que "a cooperação portuguesa não se limita apenas ao domínio económico, estendendo-se igualmente a outros sectores, como o da educação".
Falando na mesma ocasião, o vice-ministro da Educação e Cultura moçambicano, Luís Covane enalteceu a cooperação com Portugal "na concretização de um dos objectivos do Governo de Moçambique, que é a preservação do património histórico e cultural de Moçambique".
"O incremento da cooperação com Portugal é importante para fortalecer os laços históricos com Moçambique e é mais significativo ainda quando essa colaboração é alargada para uma instituição que merece uma atenção especial do Governo moçambicano, como o Arquivo Histórico de Moçambique", enfatizou Covane.
Com a renovação, o Arquivo Histórico de Moçambique ficou em condições de melhor conservar os milhares de documentos que retratam as várias etapas da construção do país e da presença colonial portuguesa, bem como os inúmeros objectos arqueológicos que ilustram as condições de vida das primeiras comunidades locais, segundo o director da instituição, Joel Tembe.

