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Verbas do ministério reduzidas em sete por cento

Teatro S. Carlos e CCB entre os mais afectados pelos cortes orçamentais

18.10.2006 - 15:11 Por Lusa

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Pires de Lima sublinha que muitas outras estruturas do seu ministério não vão sofrer redução de verba Pires de Lima sublinha que muitas outras estruturas do seu ministério não vão sofrer redução de verba (João Abreu Miranda/Lusa)
O Teatro Nacional de S. Carlos e o Centro Cultural de Belém, em Lisboa, estão entre os espaços culturais do país mais afectados pelo corte orçamental de sete por cento que o Ministério da Cultura vai sofrer em 2007, anunciou hoje a ministra Isabel Pires de Lima.

O orçamento do Ministério da Cultura para 2007 prevê uma redução da despesa de 17,7 milhões de euros em relação a este ano, descendo de 254,5 milhões para 236,8 milhões de euros.

A ministra diz estar "convencida que não será necessário alterar as programações" daqueles ou de outros espaços, mas admite que se for necessário "terão que ser alteradas". Quanto ao Teatro Nacional de S. Carlos e ao CCB em particular, Pires de Lima acredita que os seus directores "encontrarão forma de gerir este corte", salientando que muitas outras estruturas do Ministério da Cultura não vão sofrer redução de verba relativamente ao orçamento de 2006.

O valor do corte orçamental no Ministério da Cultura encaixa no aumento das verbas atribuídas ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (7,9 por cento), uma situação que Pires de Lima aceita. "Todos temos que ser solidários com o Ministério da Ciência", acrescentou. "Um por cento de dotação [do orçamento de estado para a cultura] continua a ser uma meta para o Ministério da Cultura e para o Governo. Este ano, a prioridade foi a Ciência, não foi a Cultura. É antes de mais um orçamento solidário com a prioridade do combate ao défice", argumentou a responsável.

A verba orçamentada para o Ministério da Cultura corresponde a 0,4 por cento da despesa da administração central e 0,1 por cento do Produto Interno Bruto. As despesas com o pessoal são a rubrica com maior peso relativo, com 32,9 por cento, seguidas da aquisição de bens de capital, com 16,6 por cento.

Inalterados vão permanecer os orçamentos destinados ao programa de apoio às artes do Teatro Nacional D. Maria II, a Companhia Nacional de Bailado, o Centro Português de Fotografia e a Cinemateca, bem como às fundações de Serralves e Casa da Música, por terem os seus orçamentos acordados por decreto-lei.

Isabel Pires de Lima salientou, no entanto, que o orçamento do Teatro Nacional de S. João, no Porto, vai subir no próximo ano, já que este organismo vai ter "novas responsabilidades".

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