Depeche Mode

Sounds Of The Universe

23.04.2009 - 09:23 Por Vítor Belanciano, PÚBLICO, Mute, distri. EMI Music Portugal

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"There's a fragile tension that's keeping us going" canta Dave Gahan em "Fragile tension". Talvez seja isso, então. É difícil determinar o que faz com que os Depeche Mode, 30 anos depois do início, estejam a passar por um período de grande dinamismo. Mas está a acontecer. Estão longe de ser uma banda complacente. Estão longe de lançar álbuns, como os Rolling Stones e tantos outros, como desculpa para fazer digressões. Não.

Sente-se que ainda querem provar a si próprios, e aos outros, que são um grupo criativamente viável. Também não vale a pena idealizar. Não são, nunca foram, grupo ousado para provocar grandes rupturas. Mas a verdade é que "Playing The Angel", o álbum de 2005, e principalmente o novo "Sounds Of The Universe", revelam um trio com capacidade para criar canções pop electrónicas sedutoras, naquela linha em que tanto são capazes de apelar aos admiradores de sempre como àqueles que os descobriram ouvindo grupos - do rock ao minimalismo tecno - que se inspiraram neles. Como já acontecia no anterior álbum, Dave Gahan, volta a compor três canções e Ben Hillier repete na produção. Os elementos não diferem muito (guitarras dissonantes, sintetizadores borbulhantes, melodias inspiradas nos blues, letras sentimentais, ruídos percussivos e a voz de Gahan mais tranquila do que é habitual) mas a forma como os sons são tratados cria uma nova paleta sonora, eficaz nas canções mais dinâmicas como nas mais contemplativas. E eis como um grupo, quase sempre à beira do precipício, conseguiu refazer-se.

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