“Se Temps d’Images fosse uma planta, seria um rizoma”. A frase é de António Câmara Manuel, director artístico, sobre a sexta edição do festival com o mesmo nome, que arranca amanhã, até dia 17 de Novembro, em vários espaços de Lisboa.
Para entender esta comparação é preciso pensar que, ao fim de seis anos, é difícil perceber onde acabam e começam as fronteiras deste festival. Tal como o rizoma que é um tipo de estrutura que em botânica remete para a ideia de mutação constante, podendo desenvolver-se simultaneamente a partir de vários pontos, também o “Temps d'Images” já "se espalhou por uma Europa cujas fronteiras não param de se alargar".
Evento nómada e autónomo, António Câmara Manuel explica que o festival constitui uma rede de solidariedade na Europa entre os artistas que nele participam, “sem que nenhum obstáculo de exclusividade venha impedir a circulação das obras".
“A imagem encontra o palco" é o tema da edição 2008 para os espectáculos, instalações, filmes e performances que se poderão ver a partir de amanhã em vários locais da capital: CCB, Museu Colecção Berardo, Culturgest, Cinemateca Portuguesa, Fundação EDP, Lx Factory, MNAC, Galeria Graça Brandão e Embaixada de França.
Nesta edição, além de Portugal, colaboram dez países, incluindo os estreantes Roménia e Turquia.
O director artístico pretende um regresso às origens convidando "artistas de palco e da imagem a trabalhar juntos na elaboração de um espectáculo". "Teatro e cinema confrontam in vivo aquilo que dá forma e distingue as suas ficções, para imaginar novas formas de escrita".
O Temps d’Images surgiu de uma colaboração entre o canal franco-germânico Arte e o centro de arte contemporânea La Femme du Buisson, em Paris, no ano de 2002.


