Entre sexta-feira e domingo

Seixal: centenas de músicos actuam esta semana no festival Portugal a Rufar

23.05.2005 - 17:09 Por Lusa

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O Portugal a Rufar é organizado pela Câmara Municipal do Seixal,  em conjunto com a associação CAIS e a produtora Magic Music O Portugal a Rufar é organizado pela Câmara Municipal do Seixal, em conjunto com a associação CAIS e a produtora Magic Music (DR)
Bombos, timbalões, caretos, tarolas e bidões são os protagonistas da primeira edição do festival internacional Portugal a Rufar, que juntará centenas de músicos no próximo fim-de-semana no Seixal.

O Portugal a Rufar, que começa sexta-feira, pretende "mostrar ao mundo que Portugal é uma terra de bombos e que é preciso recuperar tradições", afirmou Rui Júnior, director do festival.

"Fazia falta um grande festival temático com uma forte componente na percussão", reforçou o músico, criador do projecto Tocá Rufar.

Centrado na Quinta da Fidalga, no Fórum Cultural e em algumas ruas do Seixal, o cartaz do festival conta com actuações de grupos portugueses, em que a percussão tem uma forte presença, exposições de instrumentos e seminários sobre o fenómeno das orquestras de ritmos em Portugal.

Um dos pontos altos do festival será no domingo, último dia, com um desfile de 500 tambores ao longo de dois quilómetros pela baía do Seixal, que contará com alunos de dez escolas da região.

O projecto pedagógico e educativo Tocá Rufar terá alguns dos mais de sete mil percussionistas a actuar na Quinta da Fidalga para dar a conhecer uma década de trabalho.

O grupo de percussão feminino Tucanas, que se prepara para editar o álbum de estreia, os Djamboonda e os Bardoada, os Batoto Yetu e os Mercado Negro também vão passar pelo espaço seiscentista da Quinta da Fidalga.

Para conhecer a riqueza e a diversidade rítmica a partir de vários instrumentos de percussão portugueses basta ir no domingo ao Encontro de Orquestras, com a presença de vários grupos de ritmos.

O Ó que Som Tem?, uma das primeiras formações portuguesas a apostar no ritmo, actua sexta-feira no Fórum Cultural do Seixal, com a presença do percussionista Pedro Carneiro.

Rui Júnior ambiciona alargar o festival a artistas internacionais, para que os portugueses conheçam outras formas de fazer música pelo ritmo e pela percussão.

A primeira edição do Portugal a Rufar custou 200 mil euros e é organizada pela Câmara Municipal do Seixal em conjunto com a associação de solidariedade social CAIS e a produtora Magic Music.

Depois do festival, os percussionistas da instituição Tocá Rufar rumam para o Japão, onde vão actuar na exposição universal de Aichi.

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