Os reis de Espanha lamentaram hoje a morte do escritor e prémio Nobel José Saramago. Em telegrama enviado a Pîlar del Rio, mulher de Saramago, cujo teor foi divulgado por fontes da Casa Real, os monarcas expressam o seu pesar pelo falecimento de “este extraordinário escritor profundamento vinculado a Espanha”.
Também em telegrama de condolências a Pilar del Rio, o presidente do Governo espanhol, Rodriguez Zapatero, destacou a consciência crítica de José Saramago. “Uma consciência crítica que o converteu na voz dos mais débeis”, assegurou Zapatero.
“A jangada de pedra que ele cantou, a que une para além das fronteiras a Espanha e Portugal, sente a perda de uma das suas vozes mais profundas, mais preocupadas pelo humano, mais universais”, disse na mensagem o chefe do Executivo de Espanha. “Espanhóis e portugueses sentem hoje a mesma dor, mas também o exemplo que nos deixa o seu legado de solidariedade, de inteligência e de afecto”, concluiu o telegrama.
No Parlamento espanhol onde esta tarde decorria o I Foro de Participação Social para Refundação da Esquerda, a escritora Almudena Grandes referiu a “longa trajectória cívica e de compromisso com a esquerda” de Saramago.
No México, o escritor colombiano Alvaro Mutis manifestou “uma tristeza tremenda” pela morte de José Saramago. “Sempre o admirei porque tinha um rigor em todos os actos da sua vida e, ao mesmo tempo, era um homem muito gentil”.



