• A nova padaria francesa da baixa lisboeta
  • A diferença de idades prejudica o sexo?
  • Passo-a-passo para preparar um rolo de sushi

Declarações do ministro da Cultura

"Refundação" do Instituto Camões implica reformular ensino do Português no estrangeiro

27.09.2008 - 09:40 Por Lusa

  • Votar 
  •  | 
  •  0 votos 
Instituto Camões Instituto Camões (PÚBLICO)
O ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro, afirmou ontem que a "refundação" do Instituto Camões vai implicar uma reformulação do ensino da Língua Portuguesa no estrangeiro, atendendo a que muitos alunos "não querem o Português literário".

Pinto Ribeiro, que falvava em Paris nos Estados Gerais do Multilinguismo, manifestou a sua preocupação com as diásporas, onde considera ser necessário fazer um "trabalho de ensino como primeira língua, como língua estrangeira, e como língua que concorre com a língua dos países para onde essas comunidades emigraram."

"Está previsto que se refunde o Instituto Camões. O que significa prestar uma especial atenção a todos estes curriculos do ensino do Português, que vão ter que ter em consideração que há muita gente que não quer Português literário. É preciso motivar as pessoas e responder às necessidades e desejos das pessoas. Para isso, já alocámos um fundo de 30 milhões para a Língua Portuguesa", afirmou.

Falando da defesa e promoção da língua portuguesa, que é central à Presidência Portuguesa da Comunidade de Países de Língua Portuguesa, o ministro da Cultura salientou que o Português é hoje "a terceira língua europeia mais falada no mundo".

"Nas instituições internacionais, é preciso fazer um trabalho para impor a Língua Portuguesa", salientou.

"A Criatividade e a Inovação Pedagógica no Ensino das Línguas", "A Competitividade Económica e a Coesão Social", e "A Tradução e Circulação de Obras Culturais", foram os principais temas dos Estados Gerais do Multilinguismo, inserido no Dia Europeu das Línguas.

Responsáveis políticos e institucionais, especialistas e representantes da sociedade civil participaram no debate, que decorreu no Grande Anfiteatro da Universidade da Sorbonne, na capital francesa. Todos os participantes colocaram em destaque o benefício que os cidadãos europeus podem conquistar através das suas competências linguísticas. Na compreensão da própria língua, na mobilidade, na evolução profissional, ou até mesmo no acesso a conteúdos e obras culturais.

As reflexões saídas do encontro irão inspirar a redacção da resolução do Conselho sobre o multilinguismo que a Presidência Francesa da UE irá submeter aos seus parceiros no Conselho da Educação, Juventude e Cultura a 20 e 21 de Novembro.

O ministro da Cultura defendeu a necessidade de promoção do multilinguismo na União Europeia, depois de encontradas as soluções, se avançar em direcção a uma decisão política e o posterior disponibilizar de meios.

"A Europa não está mal financeiramente, a Europa tem muita capacidade financeira, tem é que fazer as escolhas politicas e libertar os meios orçamentais" para a promoção do multilinguismo, disse o ministro à agência Lusa.

Sobre a efectivação de uma politica europeia em prol do multilinguismo, o ministro considerou que,"uma primeira reacção positiva foi o criar um Erasmus para professores, sobretudo de línguas". "É já uma primeira medida que foi proposta hoje", sublinhou o ministro português.

Estatísticas

  • 67 leitores
  • 8 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1344137

Comentário + votado

Português

Por vezes quando lemos os artigos da prensa portuguêsa,somos surpreendidos com artigos,surpresa dos ...

Emídio Cardoso

28.09.2008 09:24

X

Mais em Cultura (2 de 2 artigos)

Morreu o actor Paul Newman